
Associação de corredores de rua diz que ameaça de advogada é deplorável. Veja nota. Foto: Arquivo
Stories no Instagram provocaram polêmica nas redes sociais entre grupos de corredores e ciclistas, após declarações da advogada Marlucia Almeida.
Nos vídeos, a profissional, que também é ciclista, afirmou que na próxima vez que encontrar pessoas correndo na faixa destinada a ciclistas e “pintada para isso”, e que não estiver em um dia bom, acabará atropelando um deles: “Só para eles aprenderem a respeitar a faixa”.
A Associação dos Grupos de Corredores de Rua do Amazonas (AGCORAM) se posicionou sobre os vídeos nas redes sociais, considerando, segundo sua nota, deplorável a “forma da advogada ter feito sua manifestação”, “onde a mesma faz declarações ofensivas, ameaças”, além de usar palavras de baixo calão para se referir a um grupo que tem mais de 5 mil corredores de rua.
Conforme a nota, “respeito vem de berço, e principalmente deveria vir de quem jurou defender os direitos humanos e a justiça social, com a advogada especialista em Direito de Família”.
Confira a nota de repúdio e indignação da associação na íntegra:
Manaus, 07/11/2019
A AGCORAM considera deplorável a forma da Advogada Marluce em ter feito sua manifestação na rede social em seu perfil onde a mesma faz declarações de ofensivas, ameaças e várias palavras de baixo calão aos mais de cinco mil corredores de rua do Amazonas, a associação recebeu inúmeras mensagens dos corredores e por meio desta, nos manifestamos solidariedade aos nossos atletas e condenamos a atitude da cidadã em questão.
Respeito vem de berço, e principalmente deveria vir de quem jurou defender os direitos humanos e a justiça social como Advogada Especialista em Direito de Família.
Acreditamos que com bom diálogo conseguimos resolver tudo, embora a mesma ache que corredores tenham tomado seu espaço é um direito dela de se manifestar, mas não de direito desrespeitar pessoas ofendendo e ameaçando conforme vídeo feito por ela mesma.
Portanto nós da associação e especificamente corredores de ruas do Amazonas ficamos no aguardo da retratação ou uma posição referente ao vídeo feito por ela, tendo em vista que ser humano deve ser tratado como ser humano, pois em momento algum não houve ofensas por parte nenhuma de corredores a ela no momento da ocasião a qual ela se manifesta, e de igual modo embora seja de modalidade diferente dividimos o mesmo espaço pois prezamos qualidade de vida da mesma forma que ela preza e sobre a sua manifestação vamos atentar ao pedido, buscando meios de conscientização, e que cada um respeite o espaço do outro, pois é dessa forma que acreditamos na política da boa vizinhança e jamais com ofensas e ameaças.
Reiteramos nosso respeito aos demais ciclistas do Estado do Amazonas, uma vez que primamos o amor ao esporte e qualidade de vida.
Marlucia faz uma série de reclamações a respeito dos corredores, e diz que assim como se respeitam às vagas destinadas a portadores de necessidades especiais, gestantes, idosos, entre outros, é necessário respeitar as faixas destinadas aos ciclistas, pois é perigoso e pode ocorrer um acidente em áreas onde há pouca iluminação.
Após a repercussão do vídeo, a advogada se pronunciou novamente nos seus stories do Instagram e reafirmou “estar com razão,” e que a alegação é uma forma de prevenir acidentes dos corredores, pois os riscos de colisões são altos”.
“Eu sou uma pessoa correta, que respeita as leis, pago meus impostos, então tenho toda a propriedade de falar sobre o assunto e avisar os corredores: eu estou certa”, reforçou a advogada, que lembrou de uma situação, onde uma corredora a chamou de “feia”, como xingamento.
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