22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Sínodo segue em clima sereno e fraterno’, diz padre amazonense

Publicado em 13 de outubro, 2019

Sínodo

Com uma semana de explanações e debates, o Sínodo da Amazônia, em Roma, vai tomando ritmo e entrando na fase de discussões mais detalhadas sobre a atuação da Igreja Católica na região. Na última sexta-feira (11), o trabalho entre os bispos, padres, religiosas e convidados leigos entrou na discussão em grupos linguísticos (português, espanhol, italiano, inglês), para aprofundar os temas saídos nos discursos anteriores.

Disso tudo devem começar a sair as principais ideias e sugestões que serão enviadas à equipe de redação, sendo depois passadas ao relator geral do sínodo, cardeal Cláudio Hummes.

“Os temas mais destacados até aqui se referem à preocupação com o presente e o futuro do bioma amazônico e dos povos originários (indígenas) que ali residem, como também os desafios pastorais que a Igreja enfrenta na região, com suas imensas distâncias e poucos recursos humanos e financeiros para se fazer presente de modo eficaz em todas as comunidades eclesiais. Isso tudo vem sendo tratado em um clima sereno e fraterno, predominante desde as primeiras sessões plenárias, quando todos os padres sinodais puderam falar sobre diversos temas escolhidos, sempre na presença do Papa, que nunca perde o bom senso de humor e também a firmeza na hora de expressar a sua opinião”, revela o padre amazonense Adelson Santos, que já foi superior dos jesuítas na Amazônia brasileira, ordem religiosa da qual pertence o Papa Francisco.

Padre Adelson, nascido em Manaus, professor de Teologia Espiritual na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, é um dos 25 peritos nomeados pelo Papa para assessorar os secretários especiais do Sínodo.

O jesuíta cita também algumas propostas pastorais que começam a ser discutidas, como a do “viri probatis”, isto é, a possibilidade de se ordenar certas lideranças comunitárias, mesmo que sejam homens casados, desde que tenham as qualidades para tal ministério, lá onde dificilmente se poderá enviar um sacerdote.

Da mesma forma, se discute a eventual possibilidade de se instituir o diaconato feminino, nos moldes do diaconato permanente, lá onde já são as mulheres (religiosas, leigas) que administram e coordenam a comunidade, por falta de padres.

Discute-se também a necessidade de maior formação para os leigos, a urgência de uma pastoral urbana que chegue nas periferias de grandes metrópoles como Manaus e Belém, o clericalismo e aburguesamento de muitos jovens sacerdotes e seminaristas e a falta de recursos financeiros mínimos em muitas dioceses.

“Mas, apesar de muitos desafios, o sínodo tem enchido de esperança a todos e o sentimento predominante é de esperança e gratidão ao Papa Francisco por esta iniciativa”, diz o sacerdote jesuíta.

Na sexta-feira (11), a Santa Sé confirmou a realização da 1ª Cúpula dos Governadores dos Estados da Pan Amazônia. O encontro foi marcado para o dia 28 de outubro com a presença de governadores dos nove estados da Amazônia Brasileira.

[KGVID]https://s3.amazonaws.com/img.portalmarcossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/10/13165948/IMG_9765.mp4[/KGVID]

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.