26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Além de Adail, mandados de prisão são para empresário de supermercado, PM e vereador

Publicado em 26 de setembro, 2019

Além de Adail, mandados de prisão são para empresário de supermercado, PM e vereador

Além de Adail, mandados de prisão são para empresário de supermercado, PM e vereador. Foto: Divulgação

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro; Alexsuel Rodrigues, sócio da rede de supermercado Rodrigues; o sargento da Polícia Militar Fernando Lima; e o vereador e presidente da Câmara Municipal, Keiton Batista, são os alvos dos mandados de prisão temporária da Operação “Patrinus”, deflagrada nesta quinta-feira (26).

Adail Pinheiro continua foragido. Ele segue sendo procurado pela polícia durante a “Patrinus”, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO).

Adail Pinheiro segue foragido

Um vídeo mostra policiais saindo de um prédio da Ponta Negra, do apartamento de um empresário, após cumprimento de mandado de busca e apreensão. Dinheiro em espécie, de valor não informado, foi apreendido na casa de um servidor público de Coari, que está envolvido no esquema criminoso.

O prefeito Adail Pinheiro estaria em Brasília. Há mandados de busca e apreensão e prisões temporárias, contra ele e alguns secretários municipais, vereadores, empresários de Coari e Manaus, além de uma deputada estadual, todos envolvidos supostamente num esquema criminoso operado em forma de organização criminosa, criada para fraudar licitações, lavar dinheiro e corromper a estrutura de poder do município.

O prefeito tem mandado de prisão decretado. Contra a deputada estadual e irmã de Adail, Mayara Pinheiro, tem apenas mandado de busca e apreensão e busca pessoal.

Polícia caça prefeito

O nome da operação (Patrinus) do latim significa padrinho e se justifica porque as contratações e os pagamentos da prefeitura municipal de Coari eram realizados mediante o auxílio de amigos influentes do chefe do Poder Executivo municipal.

Foram expedidos 4 mandados de prisão temporária e 70 mandados de busca pessoal e de busca e apreensão, cumpridos em domicílios, órgãos públicos e em sedes de empresas, na cidade de Manaus e Coari ao mesmo tempo.

A operação contou com a atuação de 4 promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

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