
Aluna barrada em escola pública por não calçar tênis padronizado em Figueiredo. Foto: Reprodução
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra um caso absurdo no interior do Amazonas, o momento em que mãe e filha são retiradas de dentro de uma escola pública por policiais militares sem ter uma acusação de crime contra as duas.
O motivo inicial seria em razão da jovem ter ido estudar com um tênis fora do padrão exigido pela instituição.
A estudante, que estava acompanhada da mãe, Elizangela Souza de Carvalho, quando foi barrada, ainda tentou argumentar com a direção da escola Mário Jorge Gomes da Costa, no município de Presidente Figueiredo, mas a decisão de não permitir que a aluna entrasse na sala de aula foi mantida.
Inconformadas com o absurdo, mãe, filha (aluna) e outros dois irmãos, que também estudam no mesmo colégio, questionaram por várias vezes a situação de constrangimento. A família chegou a informar que os pais estão desempregados, não tendo condições de comprar um par de tênis novo para que a estudante continuasse os estudos.
O tênis da estudante é branco e o exigido é na cor preta. O desconforto foi maior quando o vice-secretário de Educação da cidade foi até o local acompanhado de uma viatura da PM, com a alegação de que o grupo estaria fazendo um tumulto na unidade.
“Eles foram grosseiros e em nenhum momento quiseram dialogar com minha mãe. Chegaram dando voz de prisão para minha mãe. Tudo isso aconteceu na frente de meus irmãos, que ainda são crianças. Nós a todo tempo tentávamos impedir que minha mãe saísse da escola dentro de um camburão”, disse a aluna Ana Jéssica de Carvalho Araújo.
Toda a confusão foi filmada. Despreparados e obedecendo ordens do vice-secretário, os PMs que atenderam a ocorrência são acusados de agressão. Jéssica teve o braço apertado bruscamente, o que causou hematomas.
Um professor de educação física da escola, que se comoveu com a situação, resolver doar não só um, mais três pares de tênis para que a aluna pudesse continuar os estudos.
Nossa equipe de reportagem tentou contato com Secretaria Municipal de Educação do Município de Presidente Figueiredo, mas até o fechamento dessa matéria não obtivemos resposta.
Conforme a pedagoga Leide Gonsalvez, a escola municipal feriu pelo menos três parágrafos do Artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), onde diz que “Toda criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – direito de ser respeitado por seus educadores;
Conforme a educadora, na prática, a escola sendo ela pública ou não, tem o dever de fornecer condições para que o aluno tenha o direto assegurado de poder participar das aulas.
Reportagem: David Batista
[KGVID]https://s3.amazonaws.com/img.portalmarcossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/20094619/3736F443-C56D-4659-BB21-EC2C259C865B.mp4[/KGVID]
[KGVID]https://s3.amazonaws.com/img.portalmarcossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/20094554/92FE1157-45D6-40B9-A157-928733DB68C8.mp4[/KGVID]
[KGVID]https://s3.amazonaws.com/img.portalmarcossantos.com.br/wp-content/uploads/2019/09/20094537/348F82A3-D4F2-43B8-BAAA-74C7FAEFFEA6.mp4[/KGVID]