
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Com o apoio de ao menos 30 senadores, Plínio Valério (PSDB) protocolou nesta semana, no Senado Federal, um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação do que ele chama de ‘ONGs de fachada da Amazônia’. Além das Organizações Não Governamentais, o parlamentar do Amazonas quer a apuração da destinação dos recursos do Fundo Amazônia.
Segundo Valério, a CPI vai apurar as causas da ampliação dos índices de desmatamento na Amazônia Legal entre 2018 e 2019, o aumento das queimadas no período e investigar a liberação de recursos para ONGs e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip’s).
“Também queremos investigar a utilização de recursos recebidos por ONGs para atuar na Amazônia desde 2002, além do desvirtuamento dos objetos de ação dessas entidades, algumas operando inclusive contra os interesses nacionais”, disse Plínio Valério.
FAS
Uma das ONGs que Valério quer que a CPI investigue é a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que desenvolve projetos na região. Segundo o parlamentar, a FAS recebeu R$ 60 milhões do Fundo Amazônia em um ano, enquanto o valor para o Governo do Amazonas não chegou a R$ 42 milhões.
“A gente quer saber porque essa diferença de destinação de verbas. Se for tudo direitinho não há o que temer”, disse Valério.
Explicações
O superintendente-geral da FAS, Virgilio Viana, esteve na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) na última semana para participar de debate sobre o Fundo Amazônia e dar explicações sobre o uso dos recursos.
Na Assembleia, Viana disse que a FAS desenvolve 119 projetos em mais de 500 comunidades do Amazonas. Viana disse que somente no Bolsa Floresta, em 2018, foram aplicados em ações de geração de renda e empoderamento R$ 3,6 milhões de recursos vindos do Fundo Amazônia.
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