24/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Relatora da CPI dos Combustíveis diz que é difícil provar cartel

Publicado em 02 de agosto, 2019

CPI

A relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis, deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), disse que é difícil provar que há cartel nos postos de combustíveis de Manaus. O relatório sobre o caso já está pronto.

Segundo Alessandra, há dificuldade para provar a existência de cartel durante o processo de investigação no Amazonas. A CPI dos Combustíveis foi instalada em 28 de março deste ano, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), com a promessa de investigar a possível combinação de preços entre postos e distribuidoras.

Em uma das etapas da CPI, os integrantes da comissão buscaram informações sobre a prática de cartel junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “O próprio Cade e a ANP disseram que a dificuldade em se provar a existência de cartel é enorme. Normalmente faltam provas robustas para comprovar a prática”, disse a relatora. 

A deputada afirma que o relatório discute, principalmente, o possível alinhamento de preço entre os donos dos postos de combustíveis e também das distribuidoras e defende que o Procon Estadual e Municipal fiscalizem permanentemente a venda dos combustíveis nas bombas da capital e interior do Amazonas.

Prorrogação das investigações

O relatório da CPI dos Combustíveis está pronto para ser apresentado aos membros da comissão, segundo a relatora. No entanto, o deputado Álvaro Campelo (Progressistas) quer a prorrogação das investigações por mais 30 dias. Segundo ele, há a necessidade de apurar mais a fundo ilegalidades na distribuição, comercialização e a suposta combinação de preços nos combustíveis.

De acordo com o deputado, as informações e documentos coletados até o momento são insuficientes. “É necessário estender esse prazo para que as investigações sejam concluídas. Portanto, propus aqui de forma verbal e pública que esse prazo seja prorrogado para darmos uma resposta efetiva e satisfatória à população. Todos estão aguardando um resultado concreto dessa Comissão Parlamentar de Inquérito e eu entendo, do ponto de vista jurídico, que ainda faltam subsídios importantes para que essa CPI seja encerrada”, afirmou Campelo.

A proposta do parlamentar tem embasamento no próprio regimento, que dispõe que a CPI tem o prazo de 120 dias para ser encerrada, podendo ser prorrogada por mais 60 dias.

Já Alessandra Campêlo disse que não vê sentido em esticar as investigações. O prazo de funcionamento da CPI se extingue neste sábado (3), porém seguirá até o próximo dia útil, segunda-feira (5).

“Acho que é um gasto de dinheiro público desnecessário manter a CPI porque nós já temos dados suficientes para uma conclusão, inclusive o relatório já está pronto. Eu quero apresentar o relatório e enviar para os órgãos de controle e fiscalização e trabalhar, inclusive, nas propostas legislativas que estão sendo indicadas pela comissão”, disse a relatora do caso.

Uma reunião entre os membros da CPI será realizada na próxima segunda-feira, para conhecimento do teor do relatório.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.