11/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PF apreende R$ 80 mil em operação que investiga empresários de refeições para presos e estudantes

Publicado em 30 de julho, 2019

Operação

A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta terça-feira (30) R$ 79 mil, em Manaus, durante a Operação Eminência Parda, mais uma fase da Maus Caminhos. A ação investiga crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Uma entrevista coletiva foi concedida nesta tarde na sede da Superintendência da PF em Manaus.

O montante, dividido em quantias de R$ 10 mil, R$ 19 mil e R$ 50 mil, foi apreendido por três equipes de policiais federais durante a operação na capital do Amazonas, que acabou com a prisão do empresário Gustavo Macário Bento, que atua no ramo de fornecimento de refeições. Além de Macário, o cunhado dele também é investigado.

Durante a coletiva, a PF revelou que um dos envolvidos, que é pecuarista, recebeu a quantia de R$ 1 milhão da organização criminosa em março de 2016, poucos meses antes do ex-governador José Melo ter decretado estado de emergência na saúde do Amazonas. O decreto foi publicado em 31 de agosto de 2016, no Diário Oficial do Estado (DOE).

Crimes

De acordo com o Inquérito Policial instaurado para investigar os fatos, os dois envolvidos teriam se utilizado de uma empresa fornecedora de refeições para, em conluio com o então administrador de uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), que atuava na administração de hospitais e serviços médicos hospitalares no Amazonas, desviar recursos públicos federais, mediante a simulação de serviços e outras fraudes, como a prática de sobrepreço, que possibilitaram pagamentos indevidos reiteradas vezes.

Investigação

Além disso, a investigação também possibilitou a descoberta da possível prática de crime de lavagem de dinheiro por parte do empresário que atua no ramo da pecuária, em cooperação com outros investigados da Operação Maus Caminhos.

De acordo com as provas obtidas, o empresário teria chegado a receber periodicamente e, em espécie, a quantia de R$ 1.040.000 ou frações, repassada pelo então administrador da OSCIP, com a finalidade de ocultar a origem, natureza e propriedade do dinheiro público desviado por intermédio da referida organização social.

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