
Evite a nova moda da clonagem de celular. Delegado dá dicas de como se prevenir. Foto: Reprodução
A clonagem de celular tem tido um aumento vertiginoso nos últimos tempos devido aos cibercriminosos em ação e à evolução dos crimes na esfera da zona tecnológica, causando inúmeros prejuízos, materiais ou imateriais às vítimas.
“Os fraudadores podem direcionar ou não ataques, mas qualquer pessoa pode ser vítima”, explica o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derfd), Guilherme Torres. O delegado dá dicas de como inibir a ação de criminosos.
Uma pesquisa mostrou que somente uma quadrilha conseguiu clonar mais de 5 mil chips de celular em poucos meses, atingindo usuários comuns, mas também celebridades, famosos e até autoridades brasileiras.
Ao clonar o número de celular de uma vítima, o criminoso passa a receber todas as ligações e mensagens de texto destinadas a ela. Com isso, é possível recuperar senhas de apps de bancos tradicionais e digitais, obtendo total acesso ao dinheiro do usuário.
O processo de obtenção de um novo chip para o mesmo número é bastante falho. Quadrilhas conseguem ter acesso a informações vazadas em bancos de dados disponíveis na deep web ou mesmo comprando banco de dados de empresas de marketing.
Com várias informações em mãos, o criminoso toma controle do número de celular e começa a recuperar senhas em apps de banco, redes sociais e vários outros.
A técnica gerou um novo tipo de ataque conhecido como “clonagem do WhatsApp”. Neste caso, depois da ativação do chip no celular do criminoso, ele carrega o WhatsApp para restaurar os chats e contatos da vítima no aplicativo. Ele manda mensagens para os contatos como se fosse a vítima, falando de uma emergência e pedindo dinheiro.
Algumas condutas preventivas podem inibir a ação de criminosos, por exemplo:
Na posse do aparelho:
1) não usar códigos numéricos sequenciais (ex: 1234) ou números iguais (ex: 0000);
2) fazer a biometria ou cadastrar senha para todos os aplicativos que suportam tais serviços;
3) desativar as notificações de tela do telefone em configurações (no iphone: ajustes – notificações – mostrar pré-visualizações – clique em “nunca”)./ (no android: configurações – notificações – bloqueio – clique em “não exibir” ou “ocultar conteúdo”).
4) sempre anotar em um caderno IMEI do celular e PIN do chip;
Em caso de roubo de celular:
1) ligar para a operadora e informar o ocorrido, solicitando bloqueio do chip;
2) fazer boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou pela internet. Por esse motivo é importante ter anotado o IMEI em um caderno.
3) desconectar suas contas de email e redes sociais;
Alerta: fique atento aos indicativos descritos pela Anatal de que o seu aparelho pode ter sido clonado:
a) dificuldades para completar chamadas;
b) quedas frequentes de ligação;
c) dificuldade de acesso à caixa de mensagem;
d) chamadas recebidas de números desconhecidos (nacional ou internacional);
e) débitos na prestação de serviços muito acima da média.