
Texto e fotos: Peta Cid
O legado de Lindolfo Monteverde e a liberdade contra todas as formas de opressão deram o tom à última noite de apresentação do Boi Garantido, que levou para a arena do Bumbódromo o tema “O Boi da Liberdade do Povo”.
O vermelho e branco abriu o espetáculo com a Celebração Folclórica Sonhos de Liberdade, que fez alusão ao terreiro de dona Xanda, mãe de Lindolfo Monteverde, na Baixa do São José.
No cenário de cores que celebrou a cultura popular como festa de liberdade criativa, surgiram o Boi Garantido, a Sinhazinha da Fazenda, Djidja Cardoso, e a Rainha do Folclore, Brenda Beltrão.
A Lenda Amazônica do Garantido recriou o monstro Wadye, devorador de cunhãs, associado ao branco colonizador que ataca aldeias, rouba terras, mulheres e desvirtua crenças. A cunhã-poranga Isabelle Nogueira representou a guerreira da tribo kanamã, que abranda o monstro com o poder de sua beleza.
Um grande chapéu se abriu na arena para mostrar o cenário da Figura Típica Regional “O Caboclo”, que conduziu à arena a porta-estandarte Edilene Tavares.
Toadas antigas
O Boi Garantido mexeu com o sentimento da galera cantando várias toadas antigas do seu rico repertório, entre elas Vermelho, de Chico da Silva. Os momentos tribais e coreográficos também levantaram a galera.
O bumbá encerrou sua participação no 54° Festival Folclórico com o ritual Palikur, o Triunfo da Luz, com a transcendência do pajé Adriano Paquetá ao mundo dos espíritos.



