08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministro do STF proíbe viagem do senador condenado ao Caribe

Publicado em 27 de junho, 2019

Ministro do STF proíbe viagem de senador condenado ao Caribe

Ministro do STF proíbe viagem de senador condenado ao Caribe. Foto: Divulgação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes anulou nesta quarta-feira (26) a decisão da Justiça do Distrito Federal que autorizou o senador Acir Gurcacz (PDT-RO) a viajar para Aruba, em julho.

Ministro

Em 2018, o parlamentar foi condenado pela Corte a 4 anos e 6 meses por crime contra o sistema financeiro nacional. Atualmente, ele cumpre pena em regime aberto e está em prisão domiciliar, podendo comparecer às sessões da Casa Legislativa.

Além de suspender a autorização de viagem, Moraes também determinou que o senador entregue o passaporte à Polícia Federal (PF) em até 24 horas.

Passar férias

“Tendo em vista notícia amplamente divulgada, na data de hoje, de que o sentenciado Acir Marcos Gurgacz que cumpre pena privativa de liberdade, foi autorizado, pelo Juízo das Execuções Criminais do Distrito Federal, a ‘passar férias’ fora do país, determino a revogação da indevida suspensão da execução do cumprimento da pena privativa de liberdade, bem como da autorização de viagem, que foram concedidas por aquele juízo”, decidiu o ministro.

O pedido de suspensão foi feito no início da noite pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. No recurso, Dodge afirma que a autorização para a viagem não é compatível com regime de cumprimento de prisão domiciliar. O pedido de autorização para sair do país foi feito pela defesa do senador e autorizada pela Justiça do DF. O Ministério Público também concordou com a medida.

De acordo com o pedido, Gurcacz ficaria hospedado no Renaissance Aruba Resort Hotel & Casino, em Aruba, ilha do Caribe, de 17 de julho de 2019 a 3 de agosto de 2019.

Resort com cassino

“Não bastasse, o local de hospedagem – um resort com cassino – é de todo incompatível com as condições para o cumprimento do regime aberto em prisão domiciliar impostas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a todos os sentenciados. Entre elas, está não usar ou portar entorpecentes e bebidas alcoólicas. Não frequentar locais de prostituição, jogos, bares e similares”, argumentou Dodge.

Gurgacz foi considerado culpado por desviar recursos de um financiamento obtido junto ao Banco da Amazônia, entre os anos de 2003 e 2004, quando o senador era diretor da empresa de viação Eucatur.

Em nota, o parlamentar disse que a viagem seria feita durante o recesso parlamentar e custeada com recursos próprios, sem prejuízo aos cofres públicos.

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