
As alegorias já estão na Praça dos Bois e passam pelos retoques finais antes da apresentação no festival.
Texto: Peta Cid Fotos: Elinaldo Tavares
Bichos gigantes, estruturas futurísticas, personagens do cotidiano caboclo, do lendário amazônico, do sincretismo religioso e da fé católica já dão o tom colorido à grande área de concentração da Praça dos Bois, no entorno do Bumbódromo, onde as peças das alegorias começam a ser montadas para os três atos do espetáculo do Festival Folclórico de Parintins.
Artistas e colaboradores dos bois Garantido e Caprichoso agora se concentram na etapa final dos trabalhos com a ajuda de guindastes e outros equipamentos que ajudam na condução e elevação dos módulos que chegam a mais de vinte metros de altura.
O boi Garantido que faz o trajeto de cerca de três quilômetros do seu curral até o Bumbódromo é sempre o primeiro a chegar à área de concentração para a montagem das estruturas, o que demanda tempo e logística. Mais de cem módulos serão conduzidos.
O boi Caprichoso, que produziu um boi bem maior do que o ano passado, com cerca de 150 módulos, também saiu mais cedo dos galpões. Os artistas e paikiçés do azul e branco caminharam em procissão do galpão central até a Praça dos Bois, trazendo a estrutura de 26 metros de Nossa Senhora do Carmo, que faz parte da alegoria Matriarcas, do artista Makoy Cardoso. Foi um misto de devoção e emoção o trajeto do bumbá até a concentração.
Faltando três dias para o início da disputa, algumas estruturas dos dois bois ainda estão na fase de acabamento e ficam expostas sem segredo. O trabalho é intenso, de sol a sol, virando a madrugada, fazendo testes de itens e atraindo a curiosidade dos torcedores.
Até a disputa, que começa na sexta-feira, dia 28, “ir ver alegoria na concentração” é o programa favorito da galera. Por questões de segurança é feito um isolamento da área, mas é possível chegar próximo às grades de proteção para uma fotografia ou para mostrar aos amigos visitantes as criações admiráveis, inovadoras, magníficas e supreendentes.
Trabalhadas durante três meses com o sentimento mais profundo do parintinense, que é a paixão pelo boi, as estruturas gigantes vão compor o cenário para o duelo final que vai indicar o boi campeão do 54º Festival Folclórico de Parintins.
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