
O convite ao dono do The Intercept foi feito pelo deputado Pablo.
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, dono do site The Intercept Brasil, que no domingo passado (9) divulgou mensagens de celular envolvendo membros da operação Lava Jato, entre eles o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, deve ir à Câmara dos Deputados explicar como conseguiu as gravações.
O convite ao jornalista foi defendido pelo deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo Oliva (PSL), que é membro titular da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Durante reunião entre os membros da comissão, foi questionado como as conversas entre Sérgio Moro e o coordenador da operação Lava Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol, ocorridas em 2016, foram gravadas sem autorização judicial.
“Escuta ilegal é crime e não pode ser considerada liberdade de imprensa”, afirmou o deputado Pablo. “Queremos que ele (Greenwald) venha à comissão e explique como conseguiu as gravações”, cobrou.
O objetivo do convite ao jornalista é investigar como as mensagens foram gravadas e se houve a instalação de escutas telefônicas clandestinas nos aparelhos celulares dos membros da Lava Jato.
A comissão também quer saber quem está por traz das gravações e se os grampos telefônicos envolvem mais pessoas ligadas à operação Lava Jato. “Existem muitas perguntas sem respostas! Existe um mandante para as gravações? Os grampos ainda estão ativos?”, questionou delegado Pablo.
Novas conversas
Novas conversas, divulgadas ontem (12) pelo The Intercept, envolvem agora o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.
Em uma das conversas, segundo o relato divulgado pelo site, Dallagnol diz que Fux declarou apoiou a Moro em uma “queda de braço” com o então ministro do Supremo Teori Zavascki, morto em janeiro de 2017 em um acidente aéreo. Na ocasião, Teori era o relator da Lava Jato no STF.
Depois, o procurador, segundo o site, teria encaminhado a mesma mensagem para o Sérgio Moro, que teria respondido: “Excelente. In Fux we trust” (que quer dizer “No Fux, nós confiamos”).
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