
83 homens da Força-Tarefa do Ministério da Justiça começam a atuar nos presídios. Fotos: Secom
A tropa da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), do Governo Federal, começa a atuar a partir desta quinta-feira (30) nas unidades prisionais do Amazonas.
Os 83 integrantes desembarcaram na capital para reforçar o monitoramento dos presídios e capacitar agentes penitenciários e militares do Grupo de Intervenção Penitenciária (GIP), criado este ano pelo Governo do Amazonas.
Conforme anunciado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o grupo vai atuar em todas as unidades carcerárias, especialmente onde aconteceram as mortes dos internos.
O secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), tenente-coronel Vinícius Almeida, informou que a FTIP vai trabalhar dentro das unidades prisionais nos próximos 90 dias.
“Eles têm um procedimento específico, e será um período para trocarmos experiências, uma troca de conhecimento para melhorar ainda mais o nosso sistema penitenciário, disse.
O grupo atuará em apoio ao Governo do Estado, pelo período de 90 dias, a contar de 28 de maio de 2019, para exercer atividades e serviços de guarda, vigilância e custódia de presos.
A operação terá o apoio logístico e a supervisão dos órgãos de administração penitenciária e segurança pública do Amazonas, nos termos do convênio de cooperação firmado entre as partes, durante a vigência da portaria autorizativa.
Os acontecimentosNo último domingo (26), o Compaj voltou a ser palco de uma chacina. Quinze detentos foram assassinados.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), as mortes aconteceram durante uma briga entre presos dos pavilhões 3 e 5, e que, após o acionamento do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a situação havia sido controlada sem que nenhum agente penitenciário ou policial se ferisse. A briga começou durante o horário de visitação.
Apesar de medidas administrativas e de reforço de segurança em todas as unidades prisionais, incluindo a suspensão das visitas onde ocorreram mortes, por 30 dias, na segunda-feira (27), o Governo do Amazonas informou que mais 40 detentos haviam sido encontrados mortos em suas celas, elevando para 55 o total de óbitos no sistema prisional amazonense em dois dias.
Das 40 ocorrências registradas, 25 mortes ocorreram no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat); quatro no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj); cinco no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) e seis na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), todos em Manaus e com sinais de asfixia.
