
Lombrou: após novas mortes, Seap e sistema de segurança intervém em prisões. Foto: Divulgação
Com mais uma série de mortes nesta segunda-feira (27), cujos números ainda não oficiais seriam entre 10 e 16, incluindo um detento encontrado sem vida numa cela no Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), com apoio do sistema de segurança, está em intervenção em todo o sistema prisional neste momento.
Em três unidades prisionais detentos apareceram mortos por enforcamento, dentro de suas celas. Neste momento, a situação está controlada e os presos estão na tranca, segundo nota divulgada pela segurança pública.
O Grupo de Intervenção Prisional (GIP), companhia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, está nas unidades, que agora passam por revista e recontagem de presos. A quantidade será informada após o término da revista nas unidades prisionais.
A Seap informa, ainda, que vai adotar medidas disciplinares nas unidades prisionais, à exemplo do que já fez no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Um novo inquérito será aberto para investigar os homicídios.
Ainda em confirmação oficial, quatro teriam sido mortos na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), e seis no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat).
Os presos são do regime fechado e foram mortos por estrangulamento (asfixia). Pela manhã, um detento, que cumpria pena por tráfico de drogas, foi achado morto na sua cela.
Quinze detentos foram mortos durante uma briga, iniciada no horário de visita, no Compaj, neste domingo (26). As mortes teriam envolvido apenas uma facção criminosa, membros da Família do Norte (FDN), dos pavilhões 3 e 5.
Não houve vítimas que não fossem internos, não houve fugas, não houve subida em telhados. A Polícia Militar, via grupos especiais e o de Intervenção Penitenciária, controlou a situação, segundo a Seap, em 40 minutos.
Nenhum familiar ficou ferido. As mortes de detentos aconteceram nas quadras e dentro das celas, com uso de estoques (feitos com escovas de dente) e também por enforcamento e asfixia.
Mais informações em instantes.
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