
O prefeito Arthur Neto e o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, anunciaram o início da recuperação das ruas do Distrito Industrial. Foto: Márcio James/Semcom.
A reconstrução das ruas do Distrito Industrial (DI) da Zona Franca de Manaus, destruídas pelo abandono, começou nesta segunda-feira (20/05). O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, colocaram as máquinas em campo. O ato põe fim a um jogo de empurra-empurra que atravessou mais de uma década e transformou o sistema viário do local em solo lunar.
A ex-superintendente da Suframa Flávia Grosso e diretoria do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) ainda respondem na Justiça por tentarem superar o imbróglio. A Prefeitura dizia que o problema era da Suframa. A Suframa alegava que os empresários pagavam o IPTU e cobrava a Prefeitura, respaldando o Governo Federal. O Governo do Estado, profilaticamente, alegava não ter nada a ver com isso.
Arthur Virgílio se cercou de cuidados até excessivos, juntou uma espécie de ‘força-tarefa’. Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU), Advocacia Geral da União (AGU), Ministério Público Federal (MPF) e Suframa trabalharam do projeto à licitação. Só com o aval de todos, o prefeito aceitou colocar as máquinas nas ruas.
O superintendente Alfredo Menezes se impôs prazo de 15 dias para analisar a licitação da Prefeitura. Quase enlouquece os técnicos da Suframa, mas cumpriu o prazo, pondo fim a agonia dos usuários das ruas do DI.
Um estudo da Suframa aponta que 5% da matéria-prima chega avariada às indústrias devido à buraqueira. O prejuízo é contabilizado como custo e incorporado aos preços dos produtos.
A prefeitura promete reconstruir as ruas. O projeto prevê trabalho na sub-base, base e recapeamento. Os técnicos trabalharam para que as ruas suportem o pesado tráfego das carretas que abastecem o Polo Industrial de Manaus (PIM).
O superintendente da Suframa iniciou ainda na primeira quinzena após a posse série de visitas às indústrias do PIM. Combinou, entre outras coisas, que cada uma tomará conta de calçada, arborização, ajardinamento e limpeza em frente ao imóvel que ocupa. “Pedi que todas sigam o exemplo da Coplast. A indústria ajardinou, arborizou e até mandou asfaltar a rua em frente à fábrica”, disse Alfredo Menezes.
O prefeito Arthur Virgílio destinou parte dos R$ 150 milhões alocados à infraestrutura do DI para iluminação. As ruas receberão luminárias LED, o que permitirá o abastecimento das fábricas inclusive à noite.
O custo Manaus, ao final do processo, deverá ser reduzido. “Um empresário que vá investir bilhões de dólares, não vai deixar de visitar o local do investimento. Quem vinha a Manaus e visitava as ruas do Distrito, do jeito que estavam, desistia na hora. Manaus e o Amazonas perdiam empregos e investimentos. O asfalto traz novo ânimo à atração de empresas e dá à Zona Franca o prestígio que merece”, disse Menezes.
Esta será a primeira vez que a Prefeitura de Manaus será responsável pelos serviços, que também integram o pacote de obras planejado pelo município em comemoração aos 350 anos da capital amazonense.
“Estamos realizando um sonho. Um sonho de toda a nossa equipe técnica e de toda a população de Manaus. É uma vitória do Brasil, porque a Zona Franca é um dos mais importantes polos do país e que mantém uma das mais importantes florestas do mundo preservada”, afirmou o prefeito.
Arthur também destacou os benefícios da obra para a cidade. “Uma belíssima revitalização e que vai atrair novos investidores e também turistas”, avaliou. “Vamos fazer um trabalho rápido e com eficácia, porque temos expertise para fazer esse tipo de obra”, completou.
A revitalização do Distrito Industrial irá alcançar 35 vias da área que concentra as indústrias da principal matriz econômica do Estado, a Zona Franca de Manaus (ZFM).
Dos R$ 150 milhões garantidos no Tesouro Nacional, via Ministério do Planejamento, o projeto está orçado em R$ 136 milhões – R$ 14 milhões a menos que o estimado.
Os trabalhos começam pela bola da Samsung e seguem, simultaneamente, em dois dos três lotes de obras, devidamente licitados e aprovados pelas equipes técnicas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
Desde julho de 2017, prefeitura e Suframa trabalhavam no destravamento burocrático das obras do Distrito Industrial 1. Um grupo de trabalho foi formado entre as duas instituições para dar celeridade nas tratativas, o que resultou na divisão do projeto executivo em três lotes.
A divisão levou em consideração toda a geografia da área, a tipologia do solo e os problemas encontrados nas vias. Além de um melhor andamento no cronograma das ações, a medida também favorece a redução dos custos de logística, com canteiros de obras melhores distribuídos.
Além das obras de revitalização das ruas do Distrito Industrial, o Programa de Requalificação Viária de Manaus – “Requalifica” também faz parte do eixo “Cidade em Movimento”, um dos cinco programados pela Prefeitura de Manaus no pacote de obras em homenagem aos 350 anos da capital e já em plena execução. Quatro frentes já atuam no recapeamento de importantes corredores viários na zona Sul e Centro-Sul, Norte, Leste e Centro-Oeste da capital.
Somente na primeira etapa do programa, são quase 90 quilômetros de recapeamento em 168 vias. E os recursos já estão no caixa da prefeitura, na ordem de R$ 51 milhões, oriundos de uma operação de crédito com o Banco do Brasil.
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