02/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Justiça determina volta de cirurgiões aos plantões e impõe multa de R$ 200 mil

Publicado em 15 de maio, 2019

O juiz de direito da 2ª Vara da Fazenda Pública, Leoney Figlioulo Harraquian, concedeu, na noite desta terça-feira (14), Tutela de Urgência em Caráter Antecedente, determinando a proibição pelo Instituto de Cirurgia do Estado do Amazonas (Icea) de paralisar os serviços de saúde nas unidades da rede estadual.

A ação foi impetrada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), após a suspensão dos serviços no Pronto-Socorro 28 de Agosto, nos Serviços de Pronto Atendimento (SPAs) e no Hospital Adriano Jorge.  

Na ação, o juiz estipula multa diária de R$ 200 mil, até o limite de 20 dias multa, a ser arcada de forma solidária pelo Icea, representada por seu presidente José Francisco dos Santos, e os plantonistas faltantes, mantendo as unidades de saúde em plena atividade para o atendimento regular da população, bem como se abstendo da prática de qualquer ato de embaraço ao regular funcionamento de tais órgãos essenciais. 

A decisão em caráter de urgência define, além da multa, detenção de 15 dias a 6 meses.  

Sem aviso

Na ação, o Governo sustenta que não houve notificação prévia para que pudessem ser remanejados outros médicos para prestarem serviços de cirurgia geral nos hospitais. Alega também que, apesar dos pagamentos de despesas de exercício anterior, bem como a regularização no pagamento do Icea, houve a determinação de suspensão dos serviços pactuados sem aviso prévio e sem justa causa, o que causa severos prejuízos aos cidadãos amazonenses.

“Fica claro que pela própria natureza do serviço o mesmo deve ser prestado de forma permanente e ininterrupta e que a assistência médica ou hospitalar é atividade essencial, inaudiável da comunidade, devendo no caso de motivada paralisação, garantir que não haja prejuízo ao atendimento mínimo a população”.

Sem cirurgião nos plantões

Durante a paralisação, os SPAs ficaram sem cirurgiões no plantão, obrigando pacientes a procurarem outras unidades e a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) a fazer um plano de contingência para a transferência dos mais graves, causando superlotação nas unidades com plantão normal.

No 28 de Agosto, os médicos também pararam por dois dias, ficando apenas dois profissionais para emergências. 

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.