09/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo vai encaminhar projeto com reajuste da Educação à Aleam

Publicado em 13 de maio, 2019

Foto: Diego Peres/Secom

O governador do Amazonas, Wilson Lima anunciou, nesta segunda-feira (13), que vai encaminhar para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) o Projeto de Lei com a reposição salarial da data-base dos profissionais da Educação, que será de 4,73%, conforme a contraproposta apresentada aos sindicatos da categoria na semana passada.

O governador também assegurou que vai começar a pagar progressões de carreira horizontais e verticais, dobrar o valor do auxílio localidade, reajustar o auxílio alimentação e ampliar o vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas.

O anúncio foi feito em pronunciamento para a imprensa na sede do Governo, zona oeste de Manaus, com a presença do secretário de Educação, Luiz Castro. Na ocasião, o governador também pediu aos professores que retornem às salas de aula e terminem a paralisação, que vai completar 30 dias e que prejudica alunos da rede estadual de ensino.

“Eu estou encaminhando para a Assembleia Legislativa a mensagem com esse percentual de 4,73%, garantindo promoções horizontal e vertical e dobrando o auxílio localidade para aqueles professores, principalmente, que estão lá no interior e tem uma dificuldade muito grande para se deslocarem e tem a questão da logística, o que acaba sendo muito difícil”, disse o governador.

Limite

Wilson Lima destacou que o Estado chegou ao limite máximo do que pode oferecer à categoria em 2019, sob pena de comprometer todo o funcionalismo público. O Governo do Estado já havia honrado com pagamento da reposição salarial de 9,38% em janeiro, referente à data-base que não havia sido paga em 2016.

“Com esse reajuste que vamos garantir agora, chega a 14%. Diferente, por exemplo, de outras categorias. A Polícia Militar, por exemplo, a data-base deve ser cumprida em agosto, de acordo com a conversa que nós tivemos. Da mesma forma que conversamos com policiais civis e estamos conversando também com outras categorias, para que todos os servidores possam ser contemplados, dentro das limitações do Governo do Estado”, enfatizou. O cumprimento do escalonamento da data-base pago em janeiro tem impacto direto no orçamento do Estado deste ano.

O Amazonas já atingiu o limite máximo de gastos com pessoal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em abril, esse gasto atingiu 50,98% da Receita Corrente Líquida do Estado, superando o limite máximo de 49%.  Na última sexta-feira (10), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) emitiu alerta ao Governo do Amazonas para que observe o limite de gastos imposto pela legislação.

Contraproposta

O Governo do Estado oferece aos profissionais da Educação reposição salarial de 4,73% (incluindo perdas residuais referentes às datas-bases de 2015 a 2018), progressões horizontais para 16 mil servidores, progressões verticais (12%, 50% e 55%) para 1,7 mil servidores, reajuste de R$ 30 no auxílio alimentação, reajuste no auxílio localidade (100% para professores do interior e 233% para zona rural) e ampliação do vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas.

A proposta foi apresentada aos representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e também da Associação de Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom-Sindical), na última sexta-feira (10), eu reunião.

Impacto

Com as concessões para os profissionais da Educação, o impacto nas contas do Estado será de R$ 125 milhões em 2019. A soma das reposições salariais, incluindo a que foi paga à categoria em janeiro deste ano, de 9,38%, totalizam um aumento de 18,45% na despesa da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com pessoal.

Prejuízos

O governador lamentou os danos ocasionados pela greve dos professores e reafirmou que o diálogo com a categoria permanece aberto, como esteve desde o início do ano.

“Lamento o prejuízo que alunos, pais e professores estão tendo. Logo que houve um movimento por parte dos sindicatos, nós abrimos diálogo. Determinei que o secretário de Educação, Luiz Castro, os recebessem, assim aconteceu. Da mesma forma que foram recebidos pelo secretário de Fazenda, Alex Del Giglio, e pelo vice-governador, Carlos Almeida. Preciso e vou sentar com os professores para que nós possamos negociar, para que nós possamos conversar e encontrar caminhos para melhorar a Educação. Mas eu preciso que os professores retornem à sala de aula, porque a greve não beneficia ninguém”, frisou Wilson Lima.

De acordo com o governador, os esforços para garantir progressos à Educação do Amazonas continuarão sendo feitos. “E eu, enquanto governador, não vou permitir que interesses político-partidários estejam acima de um assunto tão sério, de uma prioridade, que é a Educação do Estado do Amazonas. E aqui quero reconhecer e agradecer o empenho dos professores e trabalhadores em Educação que continuaram trabalhando e que entendem que é através do diálogo que se pode conseguir construir as conquistas da categoria”, afirmou.

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