
O Amazonas teve saldo positivo de vagas de emprego formal em março deste ano, mas o resultado foi bem tímido em relação aos outros meses. É o que revela o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (24) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia. Os setores da Construção Civil e de Serviços registraram os resultados mais positivos.
Com 10.216 admitidos e 10.059 demitidos, o Estado fechou o mês de março de 2019 com saldo de apenas 157 empregos. O resultado foi bem pior que o alcançado no mesmo período do ano passado, quando o Amazonas teve a criação de 548 postos de trabalho. Em relação a fevereiro deste ano, os números foram piores ainda. O Amazonas criou naquele mês 1.425 postos de trabalho.
Segmentos
O melhor saldo de empregos em março ficou com o setor de Serviços (334). O segmento é o responsável pelo fornecimento da mão de obra de limpeza, alimentação, segurança e também representa os serviços de beleza.
No Amazonas, são os Serviços que ofertam grande número de trabalhadores para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Mas, embora os Serviços tenham obtido bons números, a Indústria foi mal. Com a perda de 144 postos de trabalho, o principal vetor da economia amazonense viu subsetores como a indústria mecânica auxiliarem no resultado negativo.
Já a Construção Civil, que reflete o movimento da economia, criou 213 postos de trabalho em março, ajudando o Amazonas a manter os números positivos no mês.
Setores como Comércio (-204) e Agropecuária (-35) também perderam empregos formais, apontou o Caged.
Brasil
Em todo o País, foram fechadas 43.196 vagas de emprego, consequência de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos, em março de 2019. O resultado, no entanto, não altera a tendência de retomada gradual da economia, já que no acumulado do ano (janeiro a março) houve saldo positivo de 179.543 vagas, diz a Secretaria de Previdência e Trabalho.
O resultado negativo deste mês tem relação direta ao observado em fevereiro, quando houve saldo positivo de 173.139 vagas, acima das expectativas. Os setores que normalmente admitiam nesta época do ano anteciparam as contratações para fevereiro, e aqueles que demitiam concentraram as demissões em março. O fato provocou tendências opostas entre os meses.
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