
Foto: Reprodução/Facebook Sinteam
Chegou a 29 o número de cidades do Amazonas em que os professores da rede estadual de Educação aderiram à greve da categoria. As informações são do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).
Apesar da decisão liminar da Justiça que proíbe a greve e estipula, inclusive, multa que pode chegar a R$ 400 mil, a categoria mantém a paralisação.
Até agora, 29 cidades do Amazonas paralisaram suas atividades de forma total ou parcial, são elas: Manaus, Nhamundá, Boa Vista do Ramos, Eirunepé, Manicoré, Fonte Boa, Manacapuru, Tefé, Nova Olinda do Norte, Maués, Coari, Humaitá, São Paulo de Olivença, Itapiranga, Itacoatiara, São Gabriel da Cachoeira, Codajás, Juruá, Benjamin Constant, Boca do Acre, Parintins, Tabatinga, Barreirinha, Santa Isabel do Rio Negro, Urucurituba, Anamã, Urucará, Novo Aripuanã e Alvarães.
O Sinteam ainda não tem o levantamento total de paralisação na capital, apenas da zona norte, onde ao menos 37 escolas estão sem aulas, de um total de 58 unidades de ensino.
Segundo o Sinteam, nesta terça-feira (16) haverá visita nas escolas que ainda não pararam as atividades. “Muitos professores estão com dúvidas e até medo. A intenção é tirar dúvidas e trazê-lo para a greve”, diz o sindicato. Também nesta manhã, professores e demais representantes da Educação estiveram reunidos na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).
Na quarta-feira (17), está prevista nova manifestação, desta vez em frente à Secretaria de Estado de Educação (Seduc), às 9h, no Japiim 2, zona sul de Manaus.
Pedido de reajuste
No primeiro dia de greve, 162 escolas da capital e do interior do Amazonas ficaram sem aulas por conta da paralisação da categoria, que pede 15% de reajuste. O governo oferece 3,93% e diz que, em função da situação fiscal do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) limita a reposição da data-base ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses, impedindo a oferta de percentuais maiores de reajuste.
Atualmente, o salário-base do professor, maioria na categoria de Educação, é de R$ 1,6 mil para os de carga horária de 20 horas semanais. A reivindicação é que a remuneração inicial também aumente. Além dos 15% de aumento, a categoria reivindica atendimento médico para os trabalhadores no interior, de acordo com o contrato entre a Seduc e a Hapvida, a ampliação do atendimento da Hapvida para os aposentados, auxílio alimentação por turno, auxílio transporte para todos sem o desconto de 6%, entre outros pleitos.
Reportagem: Laís Motta
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