
Foto: Divulgação/Sinteam
Neste primeiro dia de greve da rede estadual de Educação, 162 escolas da capital e do interior do Amazonas ficaram sem aula, informou a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Professores e demais servidores que entraram em greve participaram de passeata, no Centro de Manaus.
Até a tarde desta segunda, a Seduc ainda não havia contabilizado o número de alunos que ficaram sem aula. Das 598 unidades de ensino de todo o Estado, 162 não tiveram aula no primeiro dia de greve da rede estadual de Educação.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), os municípios que aderiram total ou parcialmente ao movimento paredista são: Nhamundá, Boa Vista do Ramos, Eirunepé, Manicoré, Fonte Boa, Manacapuru, Tefé, Nova Olinda do Norte, Maués, Coari, Humaitá, São Paulo de Olivença, Itapiranga, Itacoatiara, São Gabriel da Cachoeira, Codajás, Juruá, Benjamin Constant, Boca do Acre, Parintins, Tabatinga, além da capital Manaus.
Nesta tarde, o comando de greve vai reunir nas zonas da cidade para definir as atividades do movimento paredista para os próximos dias. “Os pais não devem se preocupar porque o calendário permite a reposição dos dias parados. Logo, não haverá perda de conteúdo para os estudantes”, afirmou o secretário de finanças do Sinteam, Cleber Ferreira.
Cerca de mil trabalhadores da Educação participaram da caminhada de deflagração da greve da rede estadual, na manhã desta segunda-feira. Debaixo de chuva, gritando palavras de ordem e munidos de cartazes, os servidores seguiram da Praça da Polícia até a Praça da Matriz, no Centro de Manaus, em uma ‘marcha da sombrinha’. A atividade foi liderada pelo Sinteam.
A passeata ocorreu mesmo com a decisão liminar da Justiça que proíbe a realização da greve da Educação. De acordo com a decisão, assinada pelo desembargador Elci Simões de Oliveira, o Governo do Estado está autorizado a efetuar desconto da remuneração dos servidores que tenham deixado de trabalhar em função de aderirem ao movimento grevista.
A Justiça estipulou multa no valor de R$ 20 mil (por dia), podendo chegar até R$ 400 mil, caso não seja cumprida a decisão.
Até o momento, não há data para uma nova rodada de negociação com o Governo do Estado, segundo o Sinteam. O sindicato pede 15% de reajuste salarial. O governo oferece 3,93%, alegando impedimento por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Nesta segunda, o Governo do Amazonas emitiu nota em que informa que, em razão da situação fiscal do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal limita a reposição da data-base ao índice de inflação acumulado nos últimos 12 meses, impedindo a oferta de percentuais maiores de reajuste.
Para os trabalhadores da educação, além do cumprimento da data-base, o Estado apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço, garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da Educação. Além disso, propôs o pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%.
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Reportagem: Laís Motta
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