
Foto: Fábio Romão/Divulgação
A CPI dos Combustíveis, instaurada nesta quinta-feira (28), na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), terá 120 dias para apresentar o relatório final sobre a investigação das denúncias de existência de cartel nos postos de Manaus e interior do Amazonas e os aumentos abusivos no preço da gasolina. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputada estadual Joana Darc (PR).
A CPI vai verificar e investigar se no período de janeiro de 2017 até o presente momento houve prática de alinhamento dos preços dos combustíveis, realizada pelos proprietários dos postos, no Estado do Amazonas, bem como das distribuidoras de combustíveis. A Comissão também vai apurar se há consideráveis diferenças entre os valores de venda de combustíveis na capital e no interior do Estado. “Precisamos verificar a existência de cartéis, precisamos saber se essa suposta prática acontece [no Amazonas]”, afirmou Joana Darc, durante discurso no pequeno expediente desta quinta-feira.
A Comissão Parlamentar terá parceria com os Procons municipal e estadual e com demais órgãos de defesa do consumidor e é composta pela deputada Joana Darc como presidente da CPI; Alessandra Campêlo (MDB), a relatora; Álvaro Campêlo (Progressista), o proponente da investigação; Abdala Fraxe (Podemos), como representante dos deputados antigos da ALE; e o deputado Fausto Júnior (PV) representando os novos deputados. Os nomes dos três suplentes ainda não foram divulgados.
Segundo a deputada Joana Darc, a CPI é o maior mecanismo que o parlamentar tem para que a sociedade receba um esclarecimento quantos aos valores abusivos no preço da gasolina que ocorrem, segundo Joana Darc, de forma inesperada. “Quero que a gente possa entregar uma CPI que tenha um ganho considerável para o nosso Estado. Não podemos, aqui na Assembleia, fazer uma CPI que de repente possa não entregar o seu objeto”, afirmou Joana.
A presidente disse, ainda, que a Comissão não será parcial e que durante os 120 dias de CPI os postos e envolvidos serão investigados, assim como os motivos e o que contribui para os constantes aumentos e reduções de preço que ocorrem sem aviso prévio. “É preciso saber se o valor é justo ou se ele não é justo”, avalia.
Texto: Laís Motta
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