
Luciane é ex-namorada do principal suspeito do crime, Carlos Eduardo de Alencar Navegante, 22, e a separação do casal é apontada como motivação para o assassinato de Patrícia. Foto: Reprodução
Trechos de conversas entre a lutadora de jiu-jitsu Patrícia da Cunha Leite, 26, e uma amiga, identificada como Luciane Cardoso da Silva, revelam que a vítima assassinada no último sábado (27), estava sendo perseguida por um dos suspeitos do crime. A mãe de Patrícia, Maria da Graça Pereira da Cunha, 52, também confirma a versão de ameaças que a filha estava sofrendo.
Luciane é ex-namorada do principal suspeito do crime, Carlos Eduardo de Alencar Navegante, 22, e a separação do casal é apontada como motivação para o assassinato.
Em uma das mensagem trocadas por meio de um aplicativo de mensagem, Patricia relata perseguições de um dos suspeitos do crime. “Ontem o ‘doido’ não parava de passar por aí (…) Ele ‘tava’ pra furar a rua aqui de casa”.
A polícia divulgou a conversa após ouvir, nesta quarta-feira (30), o depoimento de Luciane. Ela confirmou que era perseguida por Eduardo e que tinha um relacionamento abusivo com ele.
Segundo a titular da Delegacia Especializada em Crime contra a Mulher (DECCM), Débora Mafra, a amiga de Patrícia está com medo e diz que a família da atleta a culpa pelo homicídio na festa de aniversário da vítima. Carlos Eduardo e outros dois suspeitos foram presos em flagrante. A arma utilizada no crime não foi encontrada com o trio.
A Polícia Civil informou que os três chegaram no local onde Patrícia comemorava o aniversário, e anunciaram o assalto. Em certo momento, um dos suspeitos perguntou pela lutadora. Ele reconheceu a vítima e efetuou três disparos na cabeça dela. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.