18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

EXCLUSIVO Asfaltamento do distrito assinado. Novo superintendente da Suframa confirmado

Publicado em 08 de janeiro, 2019

EXCLUSIVO Asfaltamento do distrito assinado

EXCLUSIVO Asfaltamento do distrito assinado e agora pode acabar a buraqueira que é uma das maiores vergonhas amazonenses

O contrato para asfaltamento de todas as ruas do distrito industrial, no valor de R$ 150 milhões, foi assinado nesta segunda (08/01). Foram quase dois anos de negociação, com duas licitações desertas. Havia a ameaça de que o dinheiro, alocado no orçamento federal, fosse devolvido. E, finalmente, o prefeito Arthur Virgílio e órgãos fiscalizadores conseguiram acertar todos os detalhes. Agora fica faltando apenas a licitação da obra, que deve ocorrer nas próximas duas semanas.

“É um passo fundamental para tornarmos o distrito local atraente para investidores que venham visitá-lo”. A frase é do novo superintendente da Zona Franca de Manaus, Alfredo Menezes. O coronel da reserva do Exército teve o nome confirmado, também nesta segunda, em Brasília. O ato de nomeação foi encaminhado ao Diário Oficial da União (DOU) e está na fila para publicação.

Menezes foi alvo de um trecho do discurso de posse do secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec). A secretaria substitui o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Carlos Alexandre da Costa, o novo gestor, será o chefe direto da autarquia. “O coronel Menezes será o novo superintendente da Suframa”, disse ele, durante a posse.

Sepec é integrante do novo Ministério da Economia, que será comandada pelo ministro Paulo Guedes. A chegada de Alfredo Menezes à Suframa foi anunciada pelo Portal do Marcos Santos, em primeira mão, na semana passada.

 

Rigor

O contrato entre a Suframa e a Prefeitura de Manaus para asfaltamento do Distrito Industrial é uma longa novela. Passou por vários superintendentes e, para a assinatura de hoje, experimentou rigorosa fiscalização.

A primeira tentativa de asfaltamento ocorreu com o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam). O dinheiro foi devolvido e o contrato com a Suframa desfeito. Depois entrou o próprio Exército Brasileiro. O dinheiro continuou parado. E, finalmente, o Governo do Amazonas, sob a gestão de José Melo, tentou asfaltar as ruas e chegou a iniciar o trabalho. Também não alcançou o final.

O prefeito Arthur Virgílio e o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da Suframa, Marcelo Pereira, cercaram-se de cuidados. Foi Marcelo o técnico que cuidou do caso no lado da autarquia. Eles foram acompanhados, passo a passo, por técnicos da Controladoria Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal (MPF).

 

Preço baixo

As duas licitações desertas ocorreram porque o preço oferecido para a obra ficou muito baixo. “O preço foi fixado com base na tabela do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Só que o asfalto é tabelado, pela Petrobras, com base no reajuste do dólar. A diferença é enorme e tivemos que ajustar isso, com os órgãos controladores, para tornar o contrato viável”, disse uma fonte que participou das negociações.

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