
Hitallo foi detido e vai ser encaminhado à cadeia pela morte de vendedor de confecções. Foto: Lana Honorato/ PC-AM
Hitallo de Souza Soares, 32, foi detido em cumprimento a mandado de prisão temporária acusado do latrocínio (morte seguida de roubo) do vendedor de confecções Kaio Sampaio Borges, 18.
O crime ocorreu no dia 29 de junho deste ano. O delegado Charles Araújo, adjunto da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou sobre a prisão.
O latrocínio aconteceu na rua Silvio Nogueira Valente, comunidade Grande Vitória, bairro Gilberto Mestrinho, zona leste de Manaus.
“O jovem estava vendendo roupas quando Hitallo e um comparsa, em uma motocicleta, o abordaram e efetuaram disparos de arma de fogo, atingindo a cabeça e as costas da vítima, ocasionando oóbito. Em seguida os infratores subtraíram o aparelho celular do vendedor e fugiram. O objeto foi recuperado em posse da esposa de Hitallo, uma mulher de 34 anos”, relatou Araújo.
O delegado explicou que, ao ser conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos, a mulher de Hitallo confessou que havia recebido o celular do companheiro para que fosse vendido.
Ela afirmou, ainda, que Hitallo admitiu ter matado a vítima para subtrair o objeto. Ela foi indiciada por receptação e está respondendo ao delito em liberdade, segundo Araújo.
Conforme o delegado, as equipes de investigação da DEHS prenderam Hitallona na terça-feira (18), por volta das 15h, em via pública, na rua Perimetral, Comunidade Grande Vitória, bairro Gilberto Mestrinho. A ordem judicial em nome do infrator foi expedida no dia 8 de novembro deste ano, pela juíza Suzi Irlanda Araújo Granja da Silva, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
Levado ao prédio da DEHS, Hitallo relatou que a morte de Kaio teria sido encomendada por líderes do tráfico de drogas daquela região, em razão do jovem não ser conhecido no lugar e por suspeitarem que ele poderia estar colhendo informações para outras organizações criminosas. Segundo o delegado, a polícia acredita que Hitallo e o comparsa tenham abordado a vítima com a intenção de roubá-la.
“O infrator argumentou, em depoimento, ser o condutor da motocicleta utilizada na ação criminosa, mas que o comparsa dele, identificado como “Renato”, foi quem efetuou os disparos que atingiram a vítima. Nós desconfiamos que Hitallo esteja mentindo, pelo fato de ter ficado com o celular da vítima e, inclusive, ter confessado à esposa que havia alvejado a vítima. As buscas pelo comparsa dele continuam”, disse o adjunto da DEHS.
Hitallo foi indiciado por latrocínio. O delegado afirmou que já representou à Justiça o pedido de conversão da prisão temporária para preventiva.
Ao término dos procedimentos cabíveis na DEHS, ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), no KM 8 da rodovia federal BR-174, onde irá permanecer à disposição da Justiça.
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