10/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prisão de Saullo abre sequência que mexerá no quadro eleitoral do Amazonas. Entenda a prisão e o que vem por aí

Publicado em 07 de dezembro, 2018

Prisão de Saullo abre sequência que mexerá no quadro eleitoral

Prisão de Saullo abre sequência que mexerá no quadro eleitoral que emergiu do pleito de 2018

O deputado estadual eleito Saullo Velame Vianna foi preso nesta sexta (07/12) pela Polícia Federal (PF). Ele foi convocado à superintendência regional da PF e imaginava se tratar de suas contas eleitorais. Foi preso sob a acusação de corrupção de funcionário do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). Outros três funcionários da campanha e empresa dele também foram presos. A prisão provocou série de mal-entendidos e a coluna explica o panavueiro. Mas isso é só o começo dos resultados de investigações que prometem mexer no quadro eleitoral que emergiu de 2018.

 

Líderes na mira

A deputada estadual eleita Dra. Mayara, filha de Adail Pinheiro, também está sendo investigada. O fato de ter sido a mais votada agora atua contra ela. A prisão do pai, Adail Pinheiro, também. Os federais investigam como alguém totalmente desconhecida obteve tantos votos. A investigação está chegando aos gastos de campanha. Aos aviões. Às equipes precursoras. E às empresas ligadas à Prefeitura de Coari que contribuíram para a campanha.

 

Votos mexem no quadro

Os votos de Mayara e Saullo Vianna são suficientes para mexer na calculadora da Justiça Eleitoral. E outros irão se juntar aos dois no crivo da Justiça Eleitoral. Eleitos virarão suplentes e suplentes galgarão o olimpo dos eleitos. Até o dia 17/12, data da diplomação, haverá mexidas impressionantes.

 

Prisão no dia da eleição

O funcionário do TRE-AM Wagner Oliveira Avinte da Silva foi preso no dia 07/10 deste ano, sob acusação de estelionato. Ele teria ligado para um candidato e pedido R$ 20 mil por “informações privilegiadas”.

 

PF suspeita de Saullo

A PF apurou, na investigação, que Saullo recebeu uma ligação de Wagner oferecendo as vantagens. Então candidato, o deputado eleito não voltou a fazer contato com o funcionário, mas um integrante da campanha sim. Foram feitas, durante o contato telefônico, diversas perguntas sobre o que Wagner podia oferecer.

 

Muitas dúvidas

Uma fonte do portal que teve acesso aos autos disse que a oferta de Wagner não passou de cascata. Mesmo assim, a Justiça Federal decretou a prisão de Saullo. Ele – e os funcionários da campanha, cujos nomes não foram revelados –, ficaram presos o dia inteiro na sede da PF. Depois passaram por audiência de custódia e foram recolhidos ao Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM 2).

 

Oficial de justiça do TRE-AM

Wagner Avinte Silva trabalhava como oficial de justiça Ad Hoc perante a Central de Mandados do Fórum Eleitoral de Manaus. Ele, depois de preso, teria oferecido os elementos que levaram à prisão de Saullo Vianna.

 

Prisão temporária

Saullo foi alvo de prisão temporária. Deve ficar na cadeia, no máximo, por cinco dias. O caso pode ter repercussão cível, penal e eleitoral. Mas há dúvidas sobre o impedimento da diplomação dele, marcada para o dia 17/12 pelo TRE-AM.

 

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