
Polícia cumpriu mandado de prisão em desfavor da contadora Deny Gaspar. Foto: Divulgação
A contadora Deny Lourenço Gaspar do Santos, 28, foi detida em cumprimento a mandado de prisão temporária por associação criminosa, investigada por comandar esquema dentro da empresa contábil onde trabalhava, responsável pelo desvio de mais de R$ 1 milhão.
A prisão foi feita por policias civis do 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o comando do delegado Aldeney Goes. Deny foi presa no momento em que deixava o escritório de uma advogada, na rua Santa Isabel do Rio Negro, Cachoeirinha, zona Sul de Manaus. O mandado foi expedido e cumprido nesta terça-feira (4), pela juíza Anagali Marcon Bertazzo, da 6ª Vara Criminal.
O titular do 19º DIP explicou que a infratora, juntamente com outras pessoas, entre familiares e amigos, está sendo investigada por desvio de recursos da empresa onde trabalhava, no bairro Centro, zona Sul.
“Ela era a contadora da empresa, mas tinha acesso para movimentar os valores do grupo empresarial. Após as suspeitas terem gerado o desligamento dela da empresa, ela passou a ter paradeiro incerto, sendo encontrada hoje em Manaus, porém já estava com passagem de ida para São Paulo na quarta-feira (5)”, relatou.
Aldeney Goes ressaltou que o próximo passo das investigações será descobrir o paradeiro dos valores desviados, que chegam a R$ 1.115.154,30.
“Não sabemos se estão em espécie ou em contas secretas no Brasil e exterior. Não descartamos a possibilidade, ainda, do dinheiro ter sido usado para a compras de imóveis”, disse.
O titular do 19º DIP afirmou, ainda, que para colocar em prática a fraude a mulher contou com a ajuda de parentes. “Não sabemos, ao certo, o grau de participação de cada um dos envolvidos no esquema criminoso, mas já temos alguns nomes e nos próximos dias pretendemos ouvir essas pessoas. Estamos em posse de vasto acervo documental que comprova o envolvimento de Deny no desvio desse montante”, argumentou.
Deny foi indiciada por associação criminosa. O delegado esclareceu que irá apurar as circunstâncias em que os desvios aconteceram e a mulher poderá responder, ainda, caso comprovado, por furto qualificado, lavagem de dinheiro e falsificação documental. A infratora irá permanecer na carceragem do 19º DIP até o término dos procedimentos cabíveis em torno do caso.
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