
Agentes de empresa e colaboradores da Seap participaram de ato em protesto pela morte de colega, ontem, no Compaj. Foto: Divulgação
Funcionários e colaboradores do sistema penitenciário do Amazonas fizeram um protesto pacífico neste domingo (2) em repúdio à morte violenta do agente Alexsandro Rodrigues, 37, morto por presidiários durante o serviço no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).
Eles se concentraram na avenida Noel Nutels, zona Norte, local próximo onde ocorreu o velório. Estiveram no local agentes de ressocialização da empresa Umanizzare Gestão Prisional, além de funcionários da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Alexsandro levou uma estocada no pescoço no Pavilhão 3 do regime fechado do Compaj, num princípio de rebelião na unidade. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN) dizem que o assassinato foi um “presente” de aniversário para o fundador do grupo, o Zé Roberto da Compensa.
Há quase dois anos, o presídio foi o palco do maior e mais sangrento massacre do sistema prisional do Amazonas e um dos piores do Brasil, com 56 mortes, decapitações e esquartejamentos.
Mais de 200 agentes da Umanizzare – empresa que faz a cogestão de seis presídios no Amazonas junto à Seap – se reuniram próximo da rodovia BR-174 e cruzaram os braços. Hoje as visitas ao Compaj foram suspensas, devendo ser retomadas somente no próximo sábado, dia 8.