
Eron Bezerra fica no mandato até janeiro de 2019 (Foto: Richard Silva/Câmara dos Deputados)
Segundo suplente da coligação que elegeu o deputado federal licenciado Sabino Castelo Branco (PTB), Eron Bezerra (PCdoB) foi empossado na tarde desta quarta-feira (24), na Câmara dos Deputados, na vaga deixada pelo primeiro suplente, Gedeão Amorim (MDB), que deixou o mandato para assumir a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), na semana passada.
É a segunda vez que Eron assume a vaga na Câmara. Agora, no entanto, num cenário mais conturbado.
“Eu tenho desafios a superar. O primeiro é que temos que impedir que domingo (28) nós não dermos um passo agigantado em direção a uma ditadura. Se não conseguimos reverter essa votação, a pauta que vamos enfrentar aqui a partir de novembro é eles tentando fazer com que o governo moribundo do Temer ainda consiga viabilizar umas pautas mais negativas para eles não terem que arcar com esse desgaste já no começo do governo. Nesse sentido, eu me junto à bancada para ser mais um na linha de defesa dos trabalhadores. Nosso papel aqui é impedir que a nação seja destruída, que os fundamentos da nossa democracia sejam corroídos, e que os direitos fundamentais dos trabalhadores sejam todos jogados para baixo do tapete”, declarou após o ato de posse.
Para Eron, uma vitória de Jair Bolsonaro pode reacender a discussão da Reforma da Previdência na Câmara, o que prejudicaria ainda mais os trabalhadores. “Já tivemos um grande prejuízo com a Reforma Trabalhista que não conseguimos impedir e podemos ter um ainda maior se, eventualmente, se votar a Reforma da Previdência. Se eles ganharem a eleição vão tentar impor essa pauta para tentar se livrar dessa agenda no início do governo. Mas estamos aqui para ampliar a resistência e impedir ainda mais retrocessos”, pontuou.
Eron Bezerra foi deputado estadual por cinco mandatos consecutivos, é professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e, atualmente, é presidente regional do PCdoB.
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