
Manchas de óleo foram identificadas próximo à estação do Proama e em caso de contaminação, unidade deve ser desligada. Fotos: Ricardo Oliveira e Marco Leal/ Ipaam
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) recomendou à Manaus Ambiental que em caso de contaminação da água, que a estação do Programa Águas para Manaus (Proama), que abastece a zona Leste e parte da zona Norte, seja desligada em razão do naufrágio de uma embarcação próximo à Ceasa, que já espalhou mais de 10 quilômetros de óleo diesel no rio Negro.
O instituto solicitou ajuda da Petrobras para auxiliar nas ações de limpeza da área contaminada pelo óleo, por ter equipamentos e expertise no trabalho.
O vazamento afetou três comunidades às margens do rio. Nesta quarta-feira (29), o Ipaam embargou as atividades de embarque e desembarque de cargas pesadas no porto da empresa J.F de Oliveira, pertencente ao Grupo Chibatão, localizado do lado do porto Ceasa, no Mauazinho, zona Leste, por descumprir normas de prevenção de acidentes com produtos perigosos.
A água na região receberá avaliação de hora em hora pela Manaus Ambiental, concessionária que lidera a operação de contenção do vazamento na orla direita do rio Negro.
Com o acidente, a Manaus Ambiental, que administra a estação de água do Proama, realiza os exames do material em busca de contaminação por enxofre, substância integrante da composição do óleo. Em caso de constatação, a empresa acatará a recomendação e suspenderá a distribuição de água para as zonas Leste e Norte.
A Manaus Ambiental informa que intensificou o controle de qualidade da água no Complexo Ponta das Lajes e Estação de Tratamento de Água Mauazinho.
A concessionária atuou imediatamente no reforço e intensificação das análises de qualidade da água. Até o momento não foi constatada nenhuma alteração nos padrões da água captada por estas unidades, responsáveis pelo abastecimento na zona Leste, Distrito Industrial da Suframa e Mauazinho.
De acordo com o chefe da Gerência de Fiscalização do Ipaam, Abner Brandão, o embargo aconteceu dois dias depois do naufrágio de um barco-empurrador pertencente à empresa de transporte, ocorrido no porto Chibatão.
O incidente ocasionou o vazamento, para o rio Negro, de grande quantidade de óleo da embarcação utilizado para lubrificação de máquinas pesadas e motores marítimos.
Segundo Brandão, a medida contra a empresa J.F de Oliveira aconteceu depois de uma vistoria técnica realizada terça-feira (28) por técnicos, que constataram que as barreiras de contensão aquáticas não foram suficientes para evitar que o material se espalhasse por mais de 10 quilômetros, causando prejuízos à fauna, flora e espelhos d’água e margens dos igarapés do Mauazinho e Aleixo.

A partir de um sobrevoou de helicóptero em toda a extensão da área atingida pelo óleo, os moradores que moram naquela região foram orientados a não usar a água dos igarapés para banho ou consumo nos próximos dias, até que o material seja recolhido pela empresa.
No sobrevoo foram observadas duas manchas de óleo nas proximidades na estação de captação de água do Proama.
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