23/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mau uso do colírio pode provocar Glaucoma, alerta especialista

Publicado em 25 de agosto, 2018

Apareceu um incômodo nos olhos e lá vem ele: o colírio. Apesar de útil e encontrado em qualquer farmácia, a utilização desse item deve ser feita com bastante cuidado. Isso por que o uso incorreto e sem critério pode influenciar o aparecimento de glaucoma. “O uso de colírios contendo corticoide pode levar ao aumento da pressão intraocular e ao desenvolvimento do glaucoma corticogênico, caso o indivíduo seja sensível ao corticoide”, alerta o especialista em Glaucoma do Hospital CEMA, Décio Meneguin.

O glaucoma funciona assim: os dias vão passando e a pessoa vai percebendo uma diminuição no campo de visão, que pode levar à cegueira, se não tratada. A doença pode ainda se manifestar por uma dor súbita no olho, visão embaçada e vermelhidão ocular. Muitas pessoas não percebem que estão com a doença, pois ela pode ser assintomática também.

O glaucoma acontece quando há um aumento da pressão interna do olho, que por sua vez causa uma perda da camada de fibras nervosas oculares. Esse dano é o que vai deflagrar o glaucoma. No entanto, uma pressão ocular normal também pode levar à doença, tendo em vista que ela é multifatorial. Pode ter causas genéticas, étnicas (negros têm mais chances de desenvolver a enfermidade), etárias (o risco de desenvolver glaucoma aumenta com a idade) e envolver outras doenças (diabéticos, míopes, pessoas com outras doenças oculares ou que sofreram traumas nos olhos).  Há basicamente dois tipos de glaucoma: o de ângulo aberto e de ângulo fechado.

No que diz respeito à medicação, o especialista explica que seguir corretamente as indicações médicas é essencial não somente para tratar a doença, mas para evitar que ela piore. “O uso adequado da medicação é fundamental para um bom controle da pressão intraocular, ou seja, horário correto, não esquecer de instilar, não pingar um colírio seguido do outro (aguardar, no mínimo, 15 minutos) e ter uma vida saudável são essenciais no tratamento”.

Apesar dos avanços nos últimos 10 anos com técnicas cirúrgicas sendo desenvolvidas, como a Esclerectomia Profunda não Penetrante – que auxilia no controle da pressão intraocular, sem causar diminuição da visão – a principal forma de tratamento e prevenção continua sendo consultar o oftalmologista regularmente.

 

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.