
Nova condenação para socialite que mandou matar rival, Marcelaine Schumann terá que pagar R$ 40 mil por danos morais à rival, Denise, com quem dividia amante em 2016
Um dos casos policiais mais rumorosos do Amazonas teve novo desdobramento. A socialite Marcelaine Schumman foi condenada a pagar R$ 40 mil para Denise Almeida, por tentativa de homicídio. O fato ocorreu em novembro de 2014. Elas dividiam amante e a socialite contratou uma dupla para matar a rival no estacionamento da academia Cheik Club. A condenação é da 6ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
A sentença estipulou ainda o pagamento de 10% sobre o montante condenatório, referentes às custas e honorários. O juiz da causa foi Diógenes Vidal Pessoa Neto. Ele afirmou: “A necessidade de reparação dos danos é obrigatória e não mera faculdade. Sobretudo porque a sentença penal condenatória faz coisa julgada no cível”. O juiz ponderou que o valor do dano moral deve levar em consideração os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.
Em fevereiro deste ano, a defesa de Denise pediu indenização de R$ 68.662,73. Desse total, R$ 8 mil eram para reparação dos danos e mais R$ 60 mil por danos morais. No entanto, Marcelaine alegou dificuldades financeiras e pediu o parcelamento do débito. O cônjuge da socialite, publicitário, faleceu no curso da lide.
O juiz diminuiu o valor, pois o considerou como “intempestivo”, e condenou a socialite a pagar R$ 40 mil por danos morais. O valor terá acréscimo de juros de mora, desde o dia do crime, e correção monetária a partir da decisão.
O magistrado ainda estipulou o pagamento de 10% sobre o montante condenatório, referentes às custas e honorários.
A fixação dos R$ 40 mil de multa resultou de longa polêmica.
A defesa de Denise, a vítima, lembrou a condenação, ocorrida em 2016. A Justiça fixou valor mínimo para reparação dos danos, de R$ 7 mil, a ser pago por Marcelaine. Segundo a ação, o valor. atualizado em dezembro de 2017, era de R$ 8.662,73.
A defesa pediu ainda R$ 60 mil para ressarcimento de danos morais. Afirma que a exposição do crime e dos fatos relevantes relacionados causaram “constrangimento, dor e medo incalculável” em Denise. Além da tentativa de homicídio em si.
A tentativa de homicídio, encomendada por Marcelaine contra Denise, envolveu três casais e dois casos extraconjugais. A tentativa de assassinato foi confirmada na condenação de quatro réus, em 2016. Marcos Souto, o Don Juan, nada sofreu. Exceto a execração pública ao se ver desmascarado. Ele era frequentador de academias, com o intuito de encontrar mulheres frágeis, casadas ou não, para sexo. Casado com pessoa conhecida na sociedade e pai, Souto foi fartamente exposto.
Marcelaine reafirmou o caso amoroso com Marcos Souto, mas justifica que isso só ocorreu após a doença do marido. Ela pediu perdão à rival, Denise Almeida, afirmando que combinou apenas uma surra, um susto. Queria que a rival “percebesse que não estava só” e parasse de “perseguir, perturbar”.
A tentativa de homicídio contra Denise foi executada por Rafael Leal dos Santos, 27, o “Salsicha”. Foi ele quem disparou os três tiros contra ela, no estacionamento do Cheik. Charles Macdonalt Lopes Castelo Branco, 29, foi quem contratou o atirador. Marcelaine foi acusada de ter contratado a dupla para matar a rival.
Marcelaine foi condenada a 7 anos, 9 meses e 4 dias de prisão, descontados os 10 meses e 26 dias que havia passado no presídio. Ela cumpre a condenação em regime aberto. Esse período também vale para a progressão da pena.
“Salsicha” vai cumprir 8 anos, 2 meses e 5 dias de reclusão, em regime fechado. Charles Macdonalt foi condenado a 8 anos, 2 meses e 5 dias de reclusão, em regime fechado.
Denise, encerrado o julgamento, foi passar férias no Caribe com o marido.
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