26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Polícia descarta sequestro de criança desaparecida em Maraã, que pode ter morrido afogada

Publicado em 28 de junho, 2018

Criança desapareceu no dia 4 de junho, em Maraã, onde teria sido visto com um adolescente. Pai relatou que menino costumava tomar banho no rio Japurá, onde pode ter se afogado. Fotos: Erlon Rodrigues/ PC-AM

Está descartada a possibilidade de sequestro de João Caldas dos Santos Neto, 2, menino que desapareceu na noite do dia 4 de junho, em Maraã (distante 634 quilômetros de Manaus). A suspeita era uma das linhas de investigação da Polícia Civil.

A delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), falou nesta quinta-feira (28), durante coletiva de imprensa, sobre as investigações em torno do desaparecimento da criança.

A delegada explicou que, no dia em que desapareceu, João Caldas foi visto pela última vez por volta das 18h20, na companhia de um adolescente, no Porto Fluvial de Maraã, situado na rua Beira Rio, bairro Centro, em Maraã. O pai da criança, Ernilson dos Santos, compareceu no prédio da especializada no dia 14 deste mês, para relatar o desaparecimento.

Denúncias não confirmadas

“Recebemos muitas denúncias, feitas aos familiares da criança, informando que o menino havia sido sequestrado e teria sido visto em uma pousada situada em Tefé (distante 523 quilômetros de Manaus). Posteriormente, no dia 12 de junho deste ano, testemunhas afirmaram ter visto o menino em uma drogaria aqui na capital, na companhia de um casal. Não descartamos, naquele momento, nenhuma linha de investigação”, relatou a autoridade policial.

A titular da Depca informou que, por determinação do delegado-geral da instituição, Mariolino Brito, as equipes de investigação da Depca se deslocaram até Coari (distante 363 quilômetros da capital), e Tefé, para averiguarem a veracidade das denúncias recebidas.

Testemunhas

Conforme Joyce Coelho, as testemunhas relataram que avistaram o menino desaparecido em Tefé, acompanhado de uma mulher, que reside em Coari.

“Estivemos em Coari, onde ouvimos a mulher apontada como a pessoa sido vista com a criança desaparecida. Constatamos no local que ela é mãe de uma criança na mesma faixa etária de João Caldas. Durante depoimento, ela nos relatou que esteve em Tefé para fazer um curso e que após a conclusão da capacitação, retornou a Coari”, disse.

Confundido

A titular da Depca informou que retornou a Tefé, onde constatou que as testemunhas confundiram o filho da mulher interrogada com a criança desaparecida. A partir disso, os policiais civis descartaram a possibilidade de sequestro.

O pai de João Caldas foi ouvido novamente na especializada, onde declarou que o menino tinha o costume de tomar banho no rio Japurá.

“Como todas as suspeitas de sequestro foram descartadas, acreditamos que a criança caiu no rio e se afogou, mas não temos como confirmar isso, uma vez que o corpo não foi encontrado. Não vamos encerrar as investigações em torno deste caso. Iremos continuar ouvindo testemunhas até conseguirmos elucidar o desaparecimento”, concluiu Joyce.

Delegada Joyce informou que as investigações continuam para elucidar desaparecimento

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