
Durante reunião na Justiça do Trabalho hoje, Givancir Oliveira deixou encontro por causa da polícia federal no local. Foto: Divulgação
Dados do Centro de Controle Operacional (CCO) do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informam que até às 13h40 desta segunda-feira (4), Manaus estava com 566 circulando pela capital, o equivalente a 45% da frota.
Até o início desta tarde, representantes dos Sindicatos dos Rodoviários (STTRM), do Sinetram, e a Prefeitura de Manaus, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), estiveram reunidos no Ministério Publico do Trabalho (MPT) para buscar um acordo entre as classes.
Após a chegada da Polícia Federal na sede do órgão, o presidente do STTRM, Givancir Oliveira, abandonou a reunião, alegando estar intimidado com a presença dos agentes.
Durante os sete dias de paralisação da categoria, Givancir e os sindicalistas tem desafiado ordens judiciais, que consideraram a greve ilegal, e no fim de semana o presidente começou a atacar diretamente o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, dizendo que a categoria é injustiçada.
Givancir já foi preso por desacatar ordens judiciais durante outras greves em 2009 e 2013, por exemplo. Em 2009, foi detido na sede do TRT durante negociação.
Em 2017, o juiz Adilson Maciel Dantas determinou a prisão de toda a diretoria do Sindicato dos Rodoviários. Em sua decisão, o magistrado comentou sobre a greve: “tão absurdo, tão inconsequente, que chego mesmo a ponderar sobre as reais motivações e sobre os interesses que estão escondidos sob o manto dessa atitude sem precedentes”.
Arthur Neto também rebateu as declarações do presidente, afirmando que o que causam para a cidade é um “terrorismo disfarçado de reivindicação”.
O prefeito voltou a afirmar que não haverá reajuste no valor da passagem de ônibus. “O mundo pode cair, mas eu não vou reajustar a tarifa. Se alguma das partes envolvidas está aguardando que eu faça isso, pode desistir”, disse.
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