
Trio confessou ser integrante da FDN e que iria a área de tráfico rival para matar desafetos do Comando Vermelho. Fotos: Divulgação
Bruno Washington Oliveira da Silva, 21, Paulo Ricardo de Abreu Oliveira, 25, e Isaías Sales de Oliveira, 18, foram presos na tarde desta sexta-feira (18) acusados de serem os executores de um duplo homicídio por briga entre as facções criminosas da Família do Norte (FDN) e Comando Vermelho (CV).
Os três foram detidos antes de invadir uma área ligada ao CV, na zona Norte, com uma submetralhadora e duas espingardas. O trio confessou que tinha ido até a área para matar desafetos, por conta de disputa por territórios.
As execuções ocorreram na quinta, no Mutirão. Os corpos das vítimas foram deixados na rua Francisco Galvão, no Novo Aleixo. Os suspeitos foram presos no mesmo bairro. Eles estavam escondidos em uma casa dentro do beco Itaipu.
Com o trio foram encontradas três armas de grosso calibre: uma submetralhadora Taurus .40, e quatro munições intactas; uma espingarda .12, e duas munições intactas; e uma espingarda .32, sem munição.
Durante a abordagem policial houve troca de tiros com a guarnição. No interrogatório, os três confessaram a participação no duplo homicídio e confessaram ser integrantes da FDN. Eles foram apresentados no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

Os corpos de dois homens foram deixados perto da feira do Mutirão, na travessa Francisco Galvão, perto de um bueiro a céu aberto.
As vítimas estavam com mãos e pés amarrados, e tinham o rosto coberto pelas próprias camisas. Pela forma como foram encontrados, foram torturados antes de morrer, sendo executados a tiros.
Os corpos foram jogados de um carro de cor escura, de modelo e placas não identificados, por quatro homens. Eles tiraram os cadáveres do porta-malas e jogaram na via.
Um vídeo que circulou junto nas redes sociais na quinta-feira (17) mostra dois homens, os prováveis executados, sendo gravados para mostrar suas tatuagens, como forma de identificação.
Na gravação, um homem questiona que os dois são ligados aos soldados do traficante Gelson Carnaúba, o Mano G, ex-líder da FDN, e atual chefe do Comando Vermelho no Amazonas. Eles também fazem referência a Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas, o segundo narcotraficante abaixo de Mano G.
Os três suspeitos presos na tarde de ontem negaram ter gravado o vídeo divulgando a morte dos rivais.
Reportagem: David Batista
Veja mais notícias em Cidade