Equipe de Saúde vai levantar casos de tuberculose e hanseníase em aldeias indígenas

Foto: Divulgação

Prefeitura de Manaus inicia nesta terça-feira, 8/5, o inquérito para busca ativa de casos suspeitos de tuberculose e hanseníase nas aldeias indígenas localizadas da calha do rio Cueiras, zona rural ribeirinha de Manaus. A ação é realizada anualmente pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com o Distrito de Saúde Indígena (DSEI – Manaus), para a detecção precoce de doenças entre a população indígena.

Uma equipe de saúde da Semsa visitará, durante quatro dias, seis aldeias da calha do rio Cueiras, realizando a coleta de material para a realização do exame de escarro em pacientes sintomáticos respiratórios – pessoa com tosse por três semanas ou mais, e identificando casos de infecção latente em pessoas que em algum momento da vida tiveram contato com pacientes com tuberculose. Também haverá a oferta de exame dermatológico para detecção precoce de casos de hanseníase.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, o inquérito faz parte do Projeto de Enfrentamento da Tuberculose em Municípios Estratégicos, do Ministério da Saúde, iniciado em 2014 em Manaus, e que tem como objetivo apoiar ações inovadoras para o controle da doença em populações vulneráveis, que são aquelas que apresentam maior risco de adoecimento, comparado com a população em geral.

“O inquérito faz parte do trabalho de prevenção que a Prefeitura de Manaus desenvolve, principalmente no cuidado da saúde dos grupos de pessoas que apresentam maior risco para desenvolver doenças ou complicações, como é o caso dos indígenas, das pessoas privadas de liberdade, aquelas que vivem com HIV/Aids ou que estão em situação de rua”, explica Marcelo Magaldi, informando que o trabalho de busca ativa para casos de hanseníase foi inserido no projeto no ano passado.

A execução das ações do inquérito será feita por profissionais do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Devae/Semsa), com a participação de um médico dermatologista, enfermeiro, técnicos de vigilância e de enfermagem, além da participação da equipe de saúde do DSEI – Manaus.

De acordo com a chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, enfermeira Dinah Carvalho Cordeiro, o material coletado para o exame de escarro será encaminhado para os laboratórios distritais da Semsa, que irão realizar o teste rápido molecular para definição do diagnóstico. “O resultado dos exames será repassado ao DSEI para o tratamento e acompanhamento dos pacientes”, esclarece a enfermeira.

O mesmo trabalho, informa Dinah Cordeiro, é realizado em comunidades indígenas da calha do rio Tarumã Açu. Desde 2014, o inquérito já realizou 109 exames para tuberculose em pacientes sintomáticos respiratórios e mais 74 em pessoas com contato de casos suspeitos. Não houve diagnóstico de casos positivos para tuberculose.

“E o inquérito é uma forma de ampliar ainda mais o acesso da população às ações de controle da tuberculose, quebrando a cadeia de transmissão e, assim, evitando o adoecimento”, afirma Dinah Cordeiro.

Hanseníase

Em relação às ações para a detecção de casos de hanseníase, no ano de 2017 foram realizados 91 exames dermatológicos em áreas do rio Tarumã–Açu, sem identificação de casos positivos para a doença entre a população indígena, mas foram detectadas e tratadas outras dermatoses.

“O trabalho realizado durante o inquérito também é uma oportunidade para que a Semsa faça uma avaliação da real situação da doença entre essa população específica”, afirma a chefe do Núcleo Controle da Hanseníase da Semsa, enfermeira Eunice Jacome.

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