
Túnel, arma, munições e serra elétrica foram encontrados após denúncia feita para o WhatsApp do Dipen. Fotos: Divulgação
Um túnel, uma arma de fogo, munições e uma serra elétrica foram encontrados no pavilhão 1 do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado), localizado no quilômetro 8 da rodovia BR-174 (Manaus – Boa Vista), nesta desta quarta-feira (25), segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
A escavação e os materiais proibidos foram encontrados após denúncia anônima recebida pelo Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen) através do Whats-Denúncia da Seap (99297-3068). No pavilhão estão detentos ligados à facção criminosa Família do Norte (FDN).
A arma de fogo encontrada é de calibre ponto 40 e de uso exclusivo das polícias. Com ela foram encontrados dois carregadores, 34 munições de ponto 40 e uma serra elétrica. Os objetos estavam na cela 5 do pavilhão 1, na ala 1.
Segundo o secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, o túnel com 2 metros foi encontrado na cela 9, da ala 2 do pavilhão onde também foram encontrados os materiais ilícitos.
“A denúncia recebida pela nossa equipe de inteligência indicava que o pavilhão 1 era o local onde estavam escondendo armas que poderiam ser usadas em um possível motim, rebelião ou alteração no sistema prisional. E o túnel, que ainda estava no início da escavação, seria concluído pelos detentos para ser utilizado em uma fuga.
Cleitman Coelho afirma ainda que 28 internos das duas celas irão responder a inquéritos. Para os 17 presos da cela 9 da ala 2, onde foi encontrado o túnel, os procedimentos cabíveis serão para dano ao patrimônio público, e para os 11 detentos que estavam na cela 5 da ala 1, será porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
As revistas e procedimentos de segurança estão sendo seguidas pela Seap em todas as unidades prisionais da capital e interior, para manter o sistema seguro e controlado.
Além das operações com o apoio da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), a Seap tem acompanhado procedimentos de tranca nas unidades e atuando na prevenção de ações dos detentos para desestabilizar o sistema prisional.
