
Diego Roberto foi preso em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça do Amazonas. Foto: Divulgação
Diego Roberto da Silva, 26, foi preso nesta quarta-feira (11), acusado de estelionato, dentro do Terminal de Integração 1 (T1), na avenida Constantino Nery, Centro. Ele foi detido em cumprimento a mandado de prisão preventiva por estelionato foi expedido pela juíza Patrícia Macedo, da 8ª Vara Criminal.
Segundo a polícia, ele se passava por funcionário do Sistema Nacional de Empregos de Manaus (Sine) Manaus e enganava as vítimas oferecendo vagas de emprego fictícias.
As investigações iniciaram em fevereiro deste ano, após uma das vítimas registrar um Boletim de Ocorrência informando que um rapaz o havia abordado em via pública, se passando por funcionário do Sine, oferecendo emprego. O homem que o denunciou fez depósito de R$ 850 em uma conta passada pelo preso.
Para “garantir” a suposta vaga, a vítima precisava fazer depósito, de valores que variaram entre R$ 100 e R$ 850, numa conta informada por Diego. Depois que o dinheiro era depositado, o infrator desaparecia e não entrava mais em contato.
O delegado Adriano Felix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), contou que Diego fez aproximadamente 23 vítimas em Manaus.
O homem falsificava cartas com os logotipos do Sine e do Ministério do Trabalho em uma lan house e usava crachá com a intenção de parecer realmente funcionário do órgão.
Entre as vítimas do acusado estão fiéis de uma igreja evangélica da comunidade Parque Mauá, no bairro Distrito Industrial. Segundo o delegado, é possível que existam outras vítimas, que devem procurar a delegacia para fazer boletim.
O assessor jurídico da Secretária Municipal do Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (Semtrad), Paulo Tyrone, ressaltou que o Sine Manaus não solicita dinheiro para a obtenção dos serviços oferecidos e orientou a população.
“O Sine não cobra qualquer tipo de valor pelos serviços oferecidos. Todos os benefícios são gratuitos, desde o encaminhamento para emprego, emissão de carteiras de trabalho ou seguro-desemprego. Vale ressaltar que Diego nunca chegou a trabalhar conosco. Solicitamos que qualquer pessoa que tenha caído em golpes como esse, procure a Derfd, o Sine ou a Semtrad que daremos o encaminhamento necessário”, explicou Tyrone.