
Protesto professores TJAM. Foto: Divulgação Manaustrans
Professores da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) voltaram às ruas de Manaus, nesta terça-feira (27), para protestar dessa vez em frente à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), na avenida André Araújo, Aleixo, zona Centro-Sul, contra a liminar que mandou suspender a greve e multar os profissionais que continuassem o movimento, iniciado no dia 22 deste mês.
Segundo a Asprom Sindical, o objetivo do protesto é mostrar toda a fragilidade da liminar e que os professores não vão desistir.
Outro grupo de professores protesta também, desde as primeiras horas da manhã desta terça, na Bola do Produtor, zona Leste da cidade.

Protesto professores Bola Produtor. Foto: Divulgação Manaustrans
Entenda
Após inúmeras manifestações e paralisações promovidas pela Associação de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) decretou, depois de votação em assembleia geral, na tarde desta quinta-feira (22), greve geral em todo o Estado.
Os professores cobram, ainda, além do reajuste salarial, as progressões verticais e horizontais, acréscimo de dependentes no plano de saúde sem custo adicional e a suspensão do desconto de 6% do vale transporte.
Quem lidera o movimento é a Associação de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom), que faz oposição ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Desde a última quarta-feira (14), professores e funcionários da educação fazem manifestações e paralisações em vários pontos da capital, em indicativo de greve.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) afirmou que respeita o direito de manifestação dos professores, mas que está “com o canal aberto e ativo com os representantes legais da categoria”, referindo-se ao Sinteam.
Seduc
A Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informa que respeita o direito de manifestação de qualquer cidadão, mas alerta que as paralisações são ilegais e os servidores que estão cruzando os braços não têm amparo legal para tal.
A SEDUC reitera que o diálogo está aberto com os representantes da categoria e que muitas das demandas já foram atendidas, tais como:
Manutenção do plano de saúde Hapvida.
Reajuste no auxílio-alimentação de R$ 220 para R$ 420 para todos os servidores que atuam nas escolas (administrativos, professores, pedagogos, merendeiros, serviços gerais, vigias).
Volta do auxílio-alimentação para os servidores da sede da SEDUC, no valor de R$ 220.
Promoções por qualificação (plenificação, especialização, mestrado e doutorado).
Reajuste do Auxílio-localidade que terá três níveis: R$ 200 municípios próximos, R$ 500 para distâncias médias e R$ 1 mil para os mais distantes.
Retirada do desconto de 6% referente ao auxílio-transporte dos contra-cheques dos servidores.
Criação da Comissão para revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
Multa
A desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), deferiu liminar, nesta sexta-feira (23), que determina a suspensão do movimento grevista liderado pela Asprom/Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus) e multa diária de R$ 20 mil, ao limite de R$ 400 mil, caso a entidade descumpra a decisão.
Na tutela de urgência, a desembargadora afirma que o movimento foi deflagrado no meio de franca negociação em andamento e verifica que a greve causa prejuízo na prestação de serviço essencial.
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