
Durante assembleia hoje, professores decidiram entrar em greve geral. Governo afirma, em nota, que mantém diálogo aberto com a categoria. Foto: Divulgação
Após os professores da rede pública estadual terem decidido por entrar em greve geral, nesta quinta-feira (22), por tempo indeterminado, em nota, o Governo do Amazonas disse “respeitar o direito de greve dos servidores e permanece à disposição para negociar, como tem feito ao longo do mês da data base que resolveu cumprir, submisso ao primado da lei”.
A Secretaria de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) lamenta que alunos fiquem sem aula e que o ano letivo, interrompido, deva ser reposto em período em que os estudantes e os professores costumam estar em férias escolares.
De acordo com o secretário de Educação, Lourenço Braga, em apenas cinco meses, o novo governo avançou no diálogo com os servidores e na reposição de perdas acumuladas.
Após inúmeras manifestações e paralisações promovidas pela Associação de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) decretou, depois de votação em assembleia geral, greve geral em todo o Estado. Profissionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) se reuniram com o sindicato, no ginásio do Atlético Rio Negro Clube, localizado no Centro de Manaus.
Os professores cobram ainda alem do reajuste salarial, a progressões verticais e horizontais, acréscimo de dependentes no plano de saúde sem custo adicional e a suspensão do desconto de 6% do vale transporte.
Momento em que a greve foi decretada:
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Para os servidores da Seduc, a proposta apresentada é de reajuste de 4,57% referente à data-base de 2017, conforme permite o respeito ao limite prudencial nos gastos do governo.
“O governador Amazonino Mendes está fazendo um esforço gigantesco de recuperação das finanças do estado. E isto nos permitiu, além do pagamento da data base que o governador desde o início das tratativas com os servidores da educação vem garantindo, permitiu também que o governador garantisse a promoção de 3.516 professores, que estavam à espera desse respeito a seu direito há mais de cinco anos”, ressalta o secretário.
Entre os avanços, Lourenço Braga destaca, ainda, o pagamento de R$ 220 reais de auxílio-alimentação na folha de pagamento de todos os servidores da Seduc e mais R$ 200 para professores em sala de aula, chegando a R$ 440.
O auxílio-localidade também será reajustado, saindo dos R$ 30 atuais para três níveis de gratificação: R$ 200 para municípios mais próximos de Manaus, R$ 500 para municípios de distância média da capital e R$ 1 mil para municípios mais distantes.
Além disso, o Governo preparara projeto de lei para retirar os 6% de desconto que os servidores têm referente ao vale-transporte que recebem.
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