Quinta-feira, 21 de junho de 2018

Sobe para 4 o número de crianças com suspeita de sarampo em Manaus

Todos os casos suspeitos de Manaus deram entrada no HPS da Zona Norte com sintomas que se assemelham ao sarampo e são oriundos de bairros nas redondezas do hospital – Santa Etelvina, Monte das Oliveiras e um caso na BR-174. Foto: Reprodução

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), órgão da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), confirmou nesta sexta-feira (9), que quatro casos suspeitos da doença estão sendo investigados em Manaus. Os pacientes são crianças menores de um ano, que foram transferidos para a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), unidade de referência para o tratamento da doença. Dois outros casos notificados, sendo um em Anori e um em Manaus, foram descartados, nesta sexta-feira.

Todos os casos suspeitos de Manaus deram entrada no HPS da Zona Norte com sintomas que se assemelham ao sarampo e são oriundos de bairros nas redondezas do hospital – Santa Etelvina, Monte das Oliveiras e um caso na BR-174.

Na reunião, foram definidas estratégias para reforçar a prevenção e vigilância epidemiológica na capital e na Região Metropolitana de Manaus. Entre as medidas imediatas está a intensificação da vacinação pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus. Em uma ação conjunta entre Estado e Prefeitura, será feita uma varredura na área onde os casos foram identificados, com vacinação de casa em casa. O secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, explica que será realizado também um trabalho de orientação nas creches e escolas da região.

Cerca de 6 mil servidores da Susam serão vacinados, disse ele. O foco serão os profissionais que atuam em unidades de urgência e emergência adultas e infantis, além de todos os servidores dos Centros de Atenção Integral à Criança (CAICs).

Casos sem confirmação definitiva 

O diretor-presidente da FVS, infectologista Bernardino Albuquerque, esclarece que, até o momento, nenhum dos casos suspeitos tem confirmação definitiva, apesar de exames preliminares realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) indicarem sorologia positiva em dois casos. Isto porque a recomendação do Ministério da Saúde é de fazer duas sorologias – uma primeira ao notificar o caso, e uma segunda amostra após 20 dias, além de enviar o material para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para exames mais específicos.

“A medida que ocorreu o primeiro caso em Roraima, iniciamos todo um processo de vigilância epidemiológica, trabalhando com toda a rede de saúde do Estado do Amazonas, tanto pública como privada, no sentido de fazer o mais precocemente a captação de casos considerados suspeitos de sarampo. Hoje temos quatro casos considerados suspeitos, estamos trabalhando na confirmação laboratorial destes casos, seguindo todo um processo de exames. Mesmo assim, toda a prevenção já está sendo desenvolvida no que diz respeito não só ao bloqueio, mas também o aumento da cobertura vacinal do município de Manaus”, disse Bernardino.

Alerta 

É considerado caso suspeito todo indivíduo que, independente da idade, apresente febre axantema maculopapular (com pequenas manchas vermelhas) acompanhado de um ou mais sintomas. Foto: Divulgação

O diretor esclarece que, como todas as unidades de saúde da capital e da Região Metropolitana de Manaus estão em alerta para o sarampo, toda pessoa que apresentar sintoma que se assemelhem à doença será investigada, conforme recomenda Nota Técnica expedida na última quarta-feira (07/03) pela FVS-AM.

É considerado caso suspeito todo indivíduo que, independente da idade, apresente febre axantema maculopapular (com pequenas manchas vermelhas) acompanhado de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/coriza e/ou conjuntivite; com histórico de viagem a região com caso confirmado de sarampo nos últimos 30 dias, ou de contato no mesmo período com alguém que viajou à essas localidades.

Nota técnica 

No dia 7 de março, a FVS-AM emitiu nota técnica por meio da qual alerta os profissionais da rede de saúde para a necessidade de intensificação das ações de vigilância epidemiológica do Sarampo e do Diagnóstico Diferencial para doenças semelhantes, como rubéola, dengue e outras. Entre as medidas, a orientação para que todos os casos suspeitos sejam encaminhados à FMT.

O HPS da Zona Norte, onde quatro casos suspeitos deram entrada, informou que reforçou o alerta, sob a coordenação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, naquela unidade.

O HPS atendeu quatro crianças com menos de um ano com febre exantemática (pequenas manchas vermelhas), um dos sintomas do sarampo. São pacientes residentes em bairros da zona norte, como o Santa Etelvina, e BR 174. Em apenas dois casos os pais relataram ter contato com venezuelanos. Relataram, ainda, que, inicialmente, a mãe ou o pai apresentaram coriza e febre e, posteriormente, as crianças vieram a apresentar, além desses sintomas, exantema maculopapular.

As crianças foram transferidas para a FMT-HVD. Uma área da unidade, com capacidade para oito leitos, foi reservada para atender somente os casos suspeitos de sarampo.

Estoque da vacina 

A primeira dose da vacina Tríplice Viral deve ser aplicada aos doze meses de idade. Foto: Divulgação

A coordenação estadual do Programa Nacional de Imunização (PNI) informou que possui estoque suficiente da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. “Temos hoje, em estoque, cerca de 60 mil doses da vacina para atender os municípios do Estado. Disponibilizamos 30 mil para o município de Manaus, que já estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde”, explicou Albuquerque.

De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira dose da vacina Tríplice Viral deve ser aplicada aos doze meses de idade. Uma segunda dose, com a Tetraviral, deve ser aplicada aos 15 meses de idade. Na faixa-etária de 02 a 29 anos, recomenda-se administrar duas doses da Tríplice Viral e, de 30 a 49 anos, uma dose da Tríplice Viral, para quem não tiver comprovante de vacinação.

Medidas no HPS da Zona Norte

O HPS Zona Norte informa que, desde que identificou o primeiro caso na última segunda-feira (05), tem adotado severas medidas de controle como: notificação imediata dos órgãos de vigilância em saúde, coleta de amostras para exames, internação e isolamento em relação aos demais pacientes, uso de máscara NR 95 pelos profissionais da assistência, assim como o uso de luvas e aventais descartáveis, lavagem das mãos e uso de álcool em gel.

As amostras coletadas foram enviadas para o Lacen para verificar, não apenas casos de sarampo, mas, também, doenças de diagnóstico diferencial como: rubéola, dengue, chikungunya e zika.

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