
Na última quarta, sexta paralisação do ano dos rodoviários afetou o T1, prejudicando 200 mil pessoas. Foto: Divulgação
Até esta segunda-feira (5), às 10h, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) não tinha recebido comunicado oficial do indicativo de greve dos rodoviários marcado para esta quinta-feira (8).
O indicativo de greve geral por tempo indeterminado foi aprovado no sábado, 3, durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Rodoviários. Entre as reivindicações estão mais segurança em razão dos assaltos a ônibus e o reajuste salarial.
Há uma liminar expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) impedindo qualquer tipo de paralisação até o julgamento do dissídio coletivo da categoria. Mesmo assim, os rodoviários já realizaram seis paralisações irregulares só este ano na capital.
Em janeiro, o sindicato tinha uma greve geral programada para o dia 22. A paralisação foi descartada após reunião com a Prefeitura de Manaus.
Na última quarta-feira (28), por mais de duas horas, os rodoviários pararam o Terminal 1 (T1), no Centro, prejudicando, segundo o Sinetram, 200 mil pessoas.
Cerca de 100 linhas, operadas por 700 ônibus que passam pelo T1 e ruas do entorno, ficaram paradas. As empresas e o sindicato fariam comunicado à justiça.
O desembargador Lafayette Carneiro Vieira Júnior manteve a proibição de reajuste da tarifa do transporte coletivo da cidade de Manaus ao analisar Agravo de Instrumento, com Pedido de Efeito Suspensivo (processo nº 4000777-02.2018.8.04.0000), interposto pelo Sinetram.
Na mesma decisão, o relator do recurso suspendeu a determinação para a renovação da frota, que deveria ser realizada no prazo de 30 dias. Ele entendeu que o período fixado foi “exíguo”, podendo afetar a saúde financeira das empresas e, consequentemente, atingir o usuário do transporte coletivo.
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