
Corpo de mulher encontrado em área de mata na avenidas das Flores foi identificado preliminarmente como sendo de Edvania Souza, que estava desaparecida desde sábado. Foto: Divulgação
Única testemunha ocular da chacina ocorrida no dia 27 de fevereiro de 2015, o possível corpo de Edvania Souza dos Santos, 19, pode ter sido encontrado nesta quarta-feira (28), em avançado estado de decomposição, num terreno na avenida das Flores, Nova Cidade, zona Norte.
Ela estava desaparecida desde a madrugada do último sábado (24) e conforme a família vinha recebendo ameaças de morte relacionadas ao caso de homicídio.
Apesar do estado do cadáver, familiares estiveram no local e fizeram reconhecimento preliminar de ser Edvania, por causa das roupas e características físicas. A mulher estava em um barranco íngreme, distante uns 20 metros de distância da pista.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer o resgate e policiais militares da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) isolaram o local. Peritos criminais estiveram no lugar para colher material.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), onde deve ser feito o reconhecimento oficial.
Edvania era testemunha da chacina ocorrida no dia 27 de fevereiro de 2015, no bairro Santa Etelvina, onde quatro pessoas foram assassinadas com tiros na cabeça, em uma casa, situada na comunidade Novo Milênio. Na época, ela tinha 17 anos e conseguiu se esconder dos suspeitos.
No dia 27 de fevereiro 2015, o irmão de Edvania, Edney Souza dos Santos, o namorado Ivan Teixeira Pessoa, além de Denilson Lobo Rodrigues e Keitiane Nunes Goldinho, foram executados a tiros, no quintal de uma casa, localizada na comunidade Novo Milênio, bairro Santa Etelvina, zona norte da capital.
No dia 13 de março de 2015, o ex-PM Francisco Marques dos Reis, o “Max”, 48, Rangel Silva de Araújo, a namorada de Rangel, Andreia Cardoso Barata, e Anadú Amaral de Souza foram presos, apontados como suspeitos de participar de um grupo de extermínio.
O grupo foi contratado para matar Ivan, conforme informou na época o então delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins.
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