08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Exumação de advogado morto no Porão vira polêmica, mas ainda não foi pedida por defesa de delegado

Publicado em 26 de janeiro, 2018

Advogado Wilson Justo Filho

Foto: Reprodução

A advogada Catharina Estrella que atua na defesa da família do advogado Wilson Justo Filho, assassinado pelo delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, no Porão do Alemão, em novembro de 2017, afirmou que ainda não há qualquer pedido de exumação do corpo de Wilson.

A reportagem do Portal teve acesso ao pedido da defesa de Sotero e em nenhum momento o documento faz qualquer referência ao pedido de exumação. A petição foi encaminhada à Justiça no dia 18 de janeiro e assinada digitalmente pelo advogado Caio Fortes de Matheus do escritório Dalledone e Advogados Associados com sede em Curitiba (PR).

A defesa requereu oito diligências à Justiça, entre elas a reconstituição dos fatos, informações sobre o teor alcoólico encontrado no sangue coletado, o resultado do exame toxicológico, documentos que comprovem a ocupação de Wilson junto à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), onde o advogado trabalhava, o resultado dos exames dos resíduos de pólvora na vítima, que o Porão do Alemão informe os dados contidos nas comandas de consumação dos envolvidos, forneça a lista dos seguranças que estavam trabalhando na noite do crime na casa noturna, além de arrolar 13 testemunhas, entre elas os delegados da PC do Amazonas, Alessandro Albino, Joyce Pacheco Santana, Ana Cristina Braga, o secretário de Segurança Pública de Balneário Camboriú (SC), Antonio Gabriel Castanheira Júnior; o policial civil lotado no COPE de Curitiba, Sérgio Reginato e o policial civil lotado no Denarc de Curitiba, Fábio Gusmão Lacerda.

Acesse aqui a petição.

A defesa requereu ainda a atuação do médico legista da Universidade Federal do Paraná, Francisco Miguel Moraes Silva e da perita judiciária Jussara Joeckel como assistentes técnicos para serem admitidos pelo juízo.

A reportagem do Portal entrou em contato com a advogada Carmem Valérya Romero Salvioni que em Manaus atua na defesa do delegado Gustavo Sotero, mas ela não retornou as mensagens e nem as chamadas enviadas para seu celular.

A favor da reconstituição

Sobre o pedido de reconstituição do crime, a advogada de Wilson Justo disse concordar com a solicitação e que vai inclusive nomear um advogado assistente para acompanhar e participar de todos os procedimentos referentes à reconstituição. “Somos totalmente a favor. Só não concordamos se isso tivesse sido feito ainda no âmbito da Polícia mas como já está na Justiça, será ótimo”, declarou Catharina.

 

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