
Foto: Arquivo
O advogado e ex-chefe da Casa Civil, Raul Zaidan e o empresário e médico Mouhamed Moustafa já estão em casa. Ambos foram soltos na manhã de ontem, após decisão da Justiça Federal que indeferiu o pedido de prisão preventiva solicitado pela Polícia Federal. Zaidan e Moustafa foram presos temporariamente no dia 14 de dezembro, durante a deflagração da operação ‘Custo Político’ que investiga pagamento de propina por parte da organização criminosa comandada por Mouhamed a agentes públicos.
Zaidan e Mouhamed ficaram presos por 10 dias. Os dois no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Raul por ser advogado estava em uma cela especial.
A decisão do juiz federal Wendelson Pereira Pessoa alcançou também José Duarte dos Santos Filho e Keytiane Evangelista. Duarte é ex-secretário executivo da Susam e braço direito de Wilson Alecrim. Keytiane foi a “mulher do orçamento” da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz). Keytiane e Duarte também deixaram as unidades prisionais neste sábado (23).
Ausência provas
Com o pedido, PF e MPF tentavam converter a prisão temporária dos quatro presos em preventiva. Sustentaram que soltar Zaidan e os demais colocaria em risco ordem pública e instrução criminal. O juiz entendeu não haver novos elementos probatórios para decretação das preventivas.
Ainda no despacho, o magistrado destaca que, em meio às provas da Maus Caminhos, não foi identificado repasse a Zaidan. Não efetuados por Moustafa ou Priscila Marcolino. Encontros do empresário com o ex-chefe da Casa Civil, gravações ou mensagens não provam pagamento de propina ao investigado.
O juiz observa ainda que não há indícios robustos de que Zaidan recebia propina mensalmente ou com habitualidade. O magistrado conclui informando que Zaidan não era responsável por efetuar os pagamentos às empresas de Moustafa. São necessários elementos mais robustos para comprovar influência de Zaidan sobre demais secretários nos pagamentos ao chefe da organização criminosa.
Sobre Moustafa e Duarte, o magistrado informa que não há novos elementos para justificar a conversão da prisão temporária em preventiva.
Afonso Lobo, Pedro Elias, Wilson Alecrim e Evandro Melo permanecem presos, preventivamente, no CDP II. O ex-governador José Melo, preso na quinta-feira (21/12), durante a operação Estado de Emergência, também continua na unidade prisional.
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