30/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Jovem servia de “isca” para quadrilha que roubava objetos anunciados em sites de compra e venda

Publicado em 20 de dezembro, 2017

Marilena Pedrosa foi presa em cumprimento a mandado de prisão preventiva por roubo majorado. Fotos: Divulgação PC-AM

Marilena Pedroso de Oliveira, 18, foi presa em cumprimento a mandado de prisão preventiva por roubo majorado, por policiais do 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

 

A polícia está em busca de outros quatro integrantes de uma quadrilha que usava Marilene como “isca” para simular compra de objetos vendidos em sites de internet, mas cujo objetivo era render vítimas e praticar assaltos durante a visita para entrega de produtos.

Segundo o delegado Danilo Bacarin, titular do DIP, a jovem foi presa na residência onde morava, na rua Gandhi, bairro Colônia Santo Antônio, zona Norte.

Casal refém

Conforme Bacarin, a mulher e os comparsas dela, roubaram a residência de uma família no último dia 7 de dezembro, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste. Do lugar, os infratores levaram um drone, joias, relógios, roupas, documentos, notebook, além dos aparelhos de vídeo game de última geração.

O drone, avaliado em R$ 9 mil, foi o que chamou atenção do bando. “Eles buscam objetos de valor e escolhem as vítimas. No caso do drone, entraram em contato usando um pseudônimo, de um suposto advogado Wilson, de Manacapuru, que não existe. Na conversa, disseram que enviaram a sobrinha do advogado para fechar o negócio. Marilene ia até o local, convencia a vítima a abria a casa e dava um jeito de distrair a mesma, para que o resto do grupo entrasse no lugar”, explicou o delegado.

Amarrados

Armados, os homens tomavam as vítimas de assalto, deixando-os amarrados. A vítima do drone, um empresário, ficou amarrado com a esposa num dos cômodos da casa, enquanto os infratores roubaram outros objetos.

Bacarin confirmou que há um outro caso semelhante registrado no 12º DIP, que se aguarda que a vítima identifique Marilena. “A orientação para quem vende objetos em sites é sempre ficar atento, porque criminoso não tem sexo, cara, idade, religião”.

Após os procedimentos na unidade policial, Marilena será encaminhada para o Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF), onde ficará a disposição da Justiça. O delegado destacou que as investigações em torno do caso irão continuar para identificar e prender os comparsas.

Delegado Bacarin pede para que anunciantes tenham atenção ao fechar negócio

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