Os seis detentos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) envolvidos na agressão física a um agente prisional, de 31 anos, da empresa co-gestora Umanizzare, foram encaminhados à delegacia no final da tarde desta terça-feira (7), para prestarem depoimento e serem indiciados pela agressão.
Um inquérito policial foi aberto para investigar a motivação dos presos. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) reforça que será aberto um processo administrativo para apurar a situação de agressão.
Os detentos envolvidos na agressão já foram colocados em isolamento prévio de 10 dias, e será aberto um conselho disciplinar para o caso, que pode resultar em sanção disciplinar em até 30 dias e a inclusão da infração disciplinar na certidão carcerária dos presos.
O agente agredido recebeu imediato atendimento médico e terá acompanhamento psicológico por parte da empresa Umanizzare Gestão Prisional.
Para proteger a integridade física e vida do agente, a Seap e a Umanizzare não irão divulgar o nome e nem prestarão mais informações sobre o caso, que já segue em investigação pela Polícia Civil.
A secretaria e a empresa lamentam o ocorrido e prestam toda a solidariedade necessária ao colaborador.
O agente penitenciário foi espancado e ficou gravemente ferido ontem. Na “hora da tranca”, ele teria ficado para trás. “As últimas duas celas estavam sendo fechadas e o pessoal do pavilhão C pegou ele. Eles o cobriram com uma toalha, levaram para o banheiro e espancaram muito”, relatam outros agentes.
A agressão ocorreu no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Diego, com o rosto deformado, foi atendido no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio e está fora de perigo.
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