08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Procuradores reagem à acusação de ‘corpo mole’ no caso dos RDAs da Prefeitura feita pelo defensor Carlos Alberto. Veja Nota de Repúdio

Publicado em 18 de outubro, 2017

Demissões de RDAs foi ordenada pelo TCE-AM desde 2011

Associação dos Procuradores Municipais de Manaus saiu em defesa do procurador-geral Marcos Cavalcanti (direita), alvo do defensor público Carlos Alberto Almeida Filho no TAG que vai dar em demissões de RDAs

A Associação dos Procuradores da Procuradoria Geral do Município de Manaus (PGM) emitiu Nota de Repúdio a declarações do defensor público Carlos Alberto Almeida Filho. Respondendo sobre Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), entre Prefeitura e Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), no caso dos RDAs, o procurador acusou de corpo mole: “A PGM providenciou o desligamento dos RDAs” e “não é a primeira vez que desobedece ordens diretas do prefeito”.

O TAG foi assinado dia 17/10, após sessão acompanhada por cerca de 200 funcionários da Prefeitura sem concurso. São admitidos no Regime de Direito Administrativo (RDAs). Em seis meses, 751 dos mais de 7 mil nesta situação terão que ser demitidos.

A PGM conseguiu ressalvar os que têm mais de 50 anos. Carlos Alberto queria que os com mais de 40 anos e dez anos de serviço também não fossem demitidos. Prevaleceu o pedido da PGM.

Quem sai

A demissão atinge funcionários de 11 órgãos da administração municipal. Eles estão na Casa Civil, Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel), Secretaria Municipal de Finanças (Semef), Procuradoria Geral do Município (PGM), Secretaria Municipal de Administração (Semad), Casa Militar, Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Desenvolvimento (Semtrad), Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e Fundação Municipal de Cultura e Turismo (Manauscult).

Carlos Alberto afirmou, no dia seguinte à promulgação do TAG, que a Defensoria Pública continuará lutando para preservar os direitos dos RDAs da Prefeitura.

Veja a íntegra da nota da Associação dos Procuradores Municipais:

Nota de Repúdio

A Associação dos Procuradores da Procuradoria do Município De Manaus – APPMM vem por meio dessa REPUDIAR totalmente as declarações irresponsáveis e inverídicas do defensor público Carlos Alberto Almeida Filho, fornecidas ao Jornal A Crítica, edição de 18/10/2017, ao afirmar que “a PGM providenciou o desligamento de parte dos RDAs” e que “não é a primeira vez que a PGM desobedece ordens diretas do prefeito”.

A fala do defensor beira o absurdo e é incompreensível, assim como a sua tentativa de transformar uma questão eminentemente jurídica em questão política, com finalidade ainda desconhecida.

Não cabe à Procuradoria Geral do Município realizar o desligamento de RDAs, estando o Município apenas cumprindo a decisão do Poder Judiciário, derivada de Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, já transitada em julgado, bem como reiteradas decisões do próprio TCE/AM. Considerando que o defensor em questão tem amplo conhecimento sobre o teor do processo judicial citado e do posicionamento da Corte de Contas, a sua declaração demonstra clara má-fé.

Ainda, a PGM e o Prefeito Arthur Virgílio Neto vêm buscando com todos os esforços, apesar das decisões judiciais em sentido contrário, resguardar o contrato dos servidores temporários de modo legal e responsável.

Associação dos Procuradores da Procuradoria Geral do Município de Manaus

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