07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Associação dos Magistrados e presidente do TJAM defendem conduta de ministro Mauro Campbell

Publicado em 11 de setembro, 2017

Amazon e desembargador Flavio Pascarelli, em notas oficiais, prestam solidariedade a ministro Mauro Campbell, que foi arrolado em denúncia sobre a JBS buscar comprar decisões em tribunais superiores. Foto: Arquivo

A Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon) e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJAM), desembargador Flavio Pascarelli, prestaram solidariedade e apoio, por meio de notas oficiais, ao ministro amazonense do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Mauro Campbell, 54, que foi citado pela imprensa nacional na sexta-feira (8), especialmente em matéria da revista “Veja”, como suposto envolvido em mais um capítulo do escândalo da JBS.

Segundo a denúncia, mensagens de WhatsApp sugerem que a JBS tentou, de forma sistemática, comprar decisões em tribunais superiores em Brasília. Nas conversas entregues, há suspeita de tráfico de influência e sugestão de pagamento de dinheiro em troca de decisões judiciais.

O ministro reagiu duramente, pedindo investigação e afirmando que não se sujeitará a calúnias. Ele solicitou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a instauração de competente e minuciosa apuração de tais fatos, com a consequente punição de todos os envolvidos.

Para a Amazon, Mauro Campbell é “exemplo de altivez, retidão e honorabilidade para os magistrados de sua terra”, e o episódio trazido à tona pela imprensa é uma “clara tentativa de envolver nomes de autoridades públicas em ilicitudes, de forma abusiva e leviana, para enfraquecer o combate a corrupção”.

O desembargador Flavio Pascarelli lembra que a matéria publicada pela revista faz crer que uma advogada ligada à JBS teria acesso irrestrito ao ministro e que a “autoridade judiciária estaria a negociar valores monetários em troca de decisões judiciais em processos a seu encargo”. O presidente do TJAM presta, de público, a mais irrestrita solidariedade e apoio do Poder Judiciário a Campbell.

Em nota, o magistrado explica que em mera consulta ao site do STJ emergem os fatos reais e insofismáveis acerca dos acontecimentos e que já foram dados pelo eminente ministro quanto à decisão proferida envolvendo a JBS, no qual negou seguimento de uma medida cautelar, em 2015.

“A calúnia é um processo de mentira objetiva e dolosa. O caluniador sabe que está a mentir e que sua mentira prejudicará o visado, mas usa-a deliberadamente para produzir o efeito desejado. O célebre bardo Shakespeare já dizia que ‘Mesmo que sejas tão puro quanto a neve, não escaparás à calúnia’”, diz Pascarelli.

“Não somente este Poder Judiciário, mas todo o Estado do Amazonas o conhece e sabe de sua conduta ilibada, quer como cidadão, quer como membro do Ministério Público e quer como Magistrado. Podemos afirmar que o senhor Ministro do Superior Tribunal de Justiça, continuou como sempre foi: simples, probo, urbano e respeitoso”.

O presidente do TJAM afirma que espera a mais rigorosa apuração dos fatos, com a celeridade que o caso exige, de forma a se repor a verdade, com a punição de todos os culpados.

 

Confira a nota do presidente do TJAM:

O senhor Desembargador-Presidente do egrégio Tribunal de Justiça do Amazonas, tendo em vista a notícia veiculada no sítio eletrônico http://veja.abril.com.br, no dia 07.09.2017, envolvendo o nome do senhor Ministro do Superior Tribunal de Justiça, MAURO CAMPBELL MARQUES, em mensagens de aplicativo de celular mantidas entre advogada Renata Gerusa Prado de Araújo e o cidadão Francisco de Assis e Silva, identificado como Diretor Jurídico da sociedade empresária JBS, fazendo crer que a mesma dispunha de acesso irrestrito ao senhor Ministro do Superior Tribunal de Justiça e que tal autoridade judiciária estaria a negociar valores monetários em troca de decisões judiciais em processos a seu encargo, presta, de público, a mais irrestrita solidariedade e apoio deste Poder Judiciário a esse insigne Magistrado, e a todos os seus familiares.

Por mera consulta ao sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, emergem os fatos reais e insofismáveis acerca dos acontecimentos e que já foram dados pelo eminente Ministro, quando estabeleceu em nota que “…No dia 09.11.2015, foi autuada no Superior Tribunal de Justiça a Medida Cautelar n.º 25.180, onde figurava, como Requerente, a sociedade empresária JBS S/A, dois dias depois, no dia 11.11.2015, proferi decisão indeferindo a liminar pleiteada e negando seguimento à própria cautelar. De tal decisão, foi interposto Agravo em Medida Cautelar, tendo sido peticionado pela Agravante a desistência do recurso. Em decisão de 12.02.2016, declarei extinto o procedimento recursal relativo a tal Agravo. Ressalto que, apenas, no dia 12.11.2015, após o indeferimento da Medida Cautelar, foi recebido em meu gabinete, nos moldes legais e regimentais, com agendamento prévio e de tudo disponível o acesso a quaisquer interessados, o advogado daquela sociedade empresária, ressalto que, pessoa diversa da advogada Renata Gerusa Prado de Araújo…”.

Assim, transparece a todos do que estamos a tratar. O célebre bardo Shakespeare já dizia que “Mesmo que sejas tão puro quanto a neve, não escaparás à calúnia”.

A calúnia é um processo de mentira objetiva e dolosa. O caluniador sabe que está a mentir e que sua mentira prejudicará o visado, mas usa-a deliberadamente para produzir o efeito desejado.

O poder destrutivo do discurso negativo somente será superado pelo poder benéfico do discurso positivo. O senhor Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES desmentiu a calúnia com os atos primórdios de sua vida profissional e pública, sempre pautadas na lisura e na ética. Jamais tisnou sua toga na prática de atos ilícitos.

Não somente este Poder Judiciário, mas todo o Estado do Amazonas o conhece e sabe de sua conduta ilibada, quer como cidadão, quer como membro do Ministério Público e quer como Magistrado. Podemos afirmar que o senhor Ministro do Superior Tribunal de Justiça, continuou como sempre foi: simples, probo, urbano e respeitoso.

Esperamos, todos, a mais rigorosa apuração de tais fatos, com a celeridade que o caso está a exigir, como forma de se repor a verdade, com a punição de todos os culpados, afastando, assim, quaisquer dúvidas à honorabilidade e dignidade desse ilustre Magistrado que tanto honra o nosso Estado do Amazonas.

 

Desembargador FLÁVIO HUMBERTO PASCARELLI LOPES

Presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.