
Um dos motivos da rebelião iniciada por cinco mulheres ontem era pegar a peruana acusada pelo abuso sexual da filha de apenas 7 meses. Ela está no “seguro” do Centro de Detenção Provisório Feminino. Foto: PMS
As cinco presas do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) que iniciaram uma rebelião nesta quarta-feira (6) já estão no isolamento como forma de punição administrativa, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). O isolamento é definido por um conselho disciplinar e pode durar até 30 dias. Nesta quinta, segundo a assessoria da Seap, a situação é tranquila na unidade prisional, onde estão detidas 108 mulheres.
Uma das razões para o início da rebelião ontem foi a revolta por conta do crime que chocou boa parte de Manaus, onde um casal, uma peruana de 24 anos e seu namorado, um médico peruano de 42 anos, foram presos por abuso sexual de uma bebê de 7 meses. A criança foi encontrada num motel e exame de conjunção carnal realizado no Instituto Médico Legal (IML) confirmou o estupro.
As cinco detentas tentaram invadir a área chamada de “seguro”, onde ficam as presas ameaçadas de morte e que não tem convívio com a massa carcerária. Ao grupo se juntaram 39 outras presas, que ajudaram a manter três reféns. A mulher está no “seguro” e o grupo tentaria matar a mãe da bebê, que consentiu com o abuso sexual da filha. Agentes penitenciários retiraram a peruana antes de qualquer ataque.
Caso
Cinco internas do Pavilhão 1 fizeram reféns três agentes de socialização durante o banho de sol, próximo ao horário da tranca da unidade. Segundo o secretário da Seap, Cleitman Coelho, as detentas portavam armas artesanais, provavelmente com pontas de arame farpado.
A rebelião terminou por volta de 18h, após negociações. As presas chegaram a atear fogos em colchões no presídio. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas. Viaturas da Polícia Militar e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) também foram até a unidade.
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