
Adolescente foi espancada e ameaçada de morte em escola nesta quarta-feira. Advogada que acompanha caso pediu medida protetiva para garantir segurança da jovem. Foto: Divulgação
Uma adolescente de 17 anos foi espancada e ameaçada de morte dentro da Escola Estadual Padre Pedro Gislandy, na Compensa, zona Oeste, nesta quarta-feira (30). Ela ainda ficou em cárcere privado, só saindo do local com ajuda da polícia e da diretoria do colégio.
O caso de agressão teria começado com um grupo de três garotas e outros alunos que queriam bater na vítima por motivo fútil. Ela teve os cabelos puxados, levou chutes e murros na coluna, além de ter o rosto e os braços arranhados. A mãe da adolescente contou que a filha foi agredida dentro de um dos banheiros durante o intervalo.
A Polícia Militar foi acionada ao local. A adolescente contou que sofreu ameaças de morte, inclusive de uma aluna que seria namorada de um traficante.
A mãe contou que tudo aconteceu por causa de um chiclete que ela teria deixado cair no pé de uma outra aluna. O grupo se juntou e esperou a vítima entrar no banheiro, para iniciar o ataque. Conforme o registro, a mãe contou que a jovem apanhou por vários minutos sem que ninguém da direção intervisse.
A garota foi atendida no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) do bairro Alvorada, zona Centro-Oeste, onde passou por uma bateria de exames como hemograma e raio-x. Ela foi encaminhada ainda para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), zona Norte.
A mãe e uma advogada, Adriane Magalhães, acompanharam a estudante. A advogada contou que as alunas agressoras podem responder judicialmente por lesão corporal e tortura. Ela pediu medida protetiva para a cliente.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) e a audiência está marcada para acontecer no dia 25 de outubro.
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